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Equipe espanhola pediu a transferência de local da semifinal por conta das condições ruins do gramado

Pavone, atacante do Cruz Azul
Getty Images
Pavone, atacante do Cruz Azul

Autor do gol que desempatou a partida contra o Sydney Wanderers-AUS já no primeiro tempo da prorrogação, em um campo cheio de poças d’água, o atacante Hugo Pavone, do Cruz Azul-MEX, aproveitou a decisão da Fifa de tirar o confronto semifinal, diante do Real Madrid, da capital Rabat por conta do mau tempo para provocar os adversários e, às vésperas da partida, alimentar ainda mais a rivalidade que envolve a decisão.

Com passagem pelo futebol espanhol quando defendeu o Bétis, Pavone se sentiu prejudicado por ter que atuar em campo encharcado no último sábado, manifestando-se de forma contrária à decisão da Fifa, e alegando que, se os espanhóis quisessem tanto mudar o local do jogo, poderiam transferi-lo para o México. "Se o Madrid queria mudar o cenário do jogo, poderíamos ter ido ao México a 2.230 metros de altitude", declarou. "O campo de Rabat realmente não tem uma boa drenagem, e está claro que isso nos prejudicou contra o Sydney, tinha muita água no gramado", reclamou, prosseguindo.

Companheiro do argentino Pavone na linha de frente da equipe mexicana, o atacante Mauro Formica falou sobre o esforço para se adaptar às condições climáticas do Marrocos, que se diferem bastante do clima do México. "Não temos que ficar lamentando, precisamos nos adaptar às condições do tempo que são iguais para todos os times", comentou.

Gerardo Torrado, um dos atletas mais experientes da equipe mexicana, e autor de dois gols na partida de quartas de final, reconheceu, sem manifestar incômodo algum, que o Cruz Azul jogará empenhado na defesa. "Jogar correndo atrás da bola também faz parte. Na realidade, é muito provável que eles tenham a posse da bola o tempo todo, controlem o jogo, e nós queremos estar bem postados para fechar os espaços e impedir os gols", avaliou.

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