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Por conta de atrasos salariais, Edu Dracena cobrou uma reunião com o mandatário e pedido não foi atendido. Neste sábado, sócios voltam às urnas para eleger novo presidente

Odílio Rodrigues, atual presidente do Santos
Divulgação
Odílio Rodrigues, atual presidente do Santos

Na última quinta-feira, um dia antes do time viajar para realizar seu último compromisso na temporada, a partida contra o Vitória, e dois antes da eleição para presidente no clube, o capitão do Santos Edu Dracena cobrou uma reunião com o mandatário Odílio Rodrigues, que entrega o cargo no fim deste mês, para se despedir e também para esclarecer a situação dos salários atrasados neste fim de ano.

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"Odílio ainda não falou conosco. Esperamos que venha até amanhã (sexta, à época). Até para se despedir. Na minha opinião, tentou fazer o melhor, não vai agradar todos, mas acredito que possa vir. Acredito que possa resolver, tudo que o Santos prometeu, cumpriu rigorosamente, não vai ser agora", disse, na ocasião, o zagueiro.

Porém, Odílio Rodrigues não deu qualquer satisfação ao grupo de jogadores, como explicou o atacante Thiago Ribeiro, na noite desta segunda-feira.

"Não fomos procurados por ninguém. Estimulo é nosso como profissional. Não existe fazer corpo mole, para prejudicar um rival. Em nenhum momento passou pela nossa cabeça entregar o jogo para prejudicar o Palmeiras", comentou o atacante à ESPN , revelando que pedidos dos adversários para ‘amolecer’ são comuns nestas ocasiões.

"Acontece sim (pedido do Vitória). Não foi só ontem (domingo). Se pegar todo lugar do mundo, claro que tem. Jogador fala para dar facilitada, tirar o pé. Joguei na Itália, e uma vez, na última rodada, pelo Cagliari, enfrentamos o Genoa, que precisava da vitória. Jogadores ficaram revoltados quando tentávamos alguma jogada, dizendo que tínhamos que tirar o pé," concluiu.

Odílio Rodrigues não apareceu para falar com os jogadores e dificilmente isso deve acontecer, já que todo o elenco entrou oficialmente de férias. Os salários atrasados também têm tudo para ficar a cargo do próximo presidente, pois o clube passa por uma dificuldade financeira bastante complicada e não tem, neste momento, como saldar os compromissos. No próximo sábado, os sócios voltam às urnas, já que o pleito de sábado passado foi anulado e suspenso devido a indícios de fraude, para eleger o novo mandatário do Peixe.

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