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Paulo Garcia a disputará presidência do Corinthians em fevereiro. Os outros dois candidatos definidos até agora são Roberto de Andrade, da situação, e Ilmar Schiavenato

Paulo Garcia, candidato à presidência do Corinthians
Djalma Vassão/Gazeta Press
Paulo Garcia, candidato à presidência do Corinthians

O presidente Mário Gobbi não quer decidir sozinho o próximo técnico do Corinthians , já que ficará no clube apenas até fevereiro de 2015, quando será substituído pelo vencedor das eleições. O candidato da oposição, Paulo Garcia, admitiu que conversou com o mandatário na segunda-feira e sentiu a tendência de o clube contratar Tite, mas alertou que a atual diretoria tem de tomar a decisão.

“O Tite ficou um tempo parado e pode retornar. Do mesmo jeito que ele saiu e o Mano entrou, estão querendo fazer o contrário agora. Tenho sentido isso, porque vejo o Roberto (de Andrade) dar declarações. Ontem, o Mário deu uma insinuação (de o Tite voltar), mas a responsabilidade é dele”, comentou.

Paulo Garcia elogia outros nomes para o cargo que atualmente é ocupado por Mano Menezes, mas deixa claro que Tite é um nome que o agrada. “Ele tem o DNA do Corinthians, gosto dele. Outros técnicos também, mas tem que conversar antes com questão salarial, o elenco que tem, se vai trabalhar com base, senão vira um saco sem fundo”.

O opositor cita outros ex-corintianos que o deixam satisfeito, colocando-os abaixo do campeão mundial de 2012. “O Osvaldo (de Oliveira) é bom, assim como acho o Vanderlei Luxemburgo. Mas o Tite tem identificação com o clube.”

Paulo Garcia disputará a presidência do Corinthians em 7 de fevereiro de 2015. Os outros dois candidatos definidos até agora são Roberto de Andrade, da situação, e Ilmar Schiavenato, que deixou a gestão de Gobbi para se lançar na disputa. Antônio Roque Citadini também pode entrar na briga pelo cargo.

O atual treinador, Mano Menezes, tem contrato até o fim do ano, mas seu nome não agrada os candidatos e dificilmente continuará. “A questão do Mano é difícil neste momento político. Ele é um técnico que classificou (o time para a Libertadores), todo mundo acerta e erra. Dentro do time dele, o empresário dele tem oito jogadores, já que estão falando do meu irmão. Mas não vejo problema em uma situação desde que seja lícita e transparente”, completou o opositor.

*Com Gazeta

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