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Harold Mayne-Nicholls pretende se lançar candidato contra Joseph Blatter, mas prefere cautela ao falar sobre o assunto

Reuters

Pré-candidato à presidência da Fifa, Harold Mayne-Nicholls vai decidir até o ano novo se concorrerá contra o atual presidente da entidade, Joseph Blatter, disse o chileno nesta quinta-feira. Ele é ex-chefe do comitê técnico da entidade e alertou contra a realização da Copa do Mundo no Catar em 2022.

"No momento, ainda estou considerando, falando com amigos - até o ano novo eu vou tomar uma decisão. Às vezes você perde, mas você coloca algumas ideias na mesa que podem ajudar o futuro do jogo e isso será o suficiente", disse Mayne-Nicholls, de 53 anos, em uma conferência em Dubai.

Ele foi cuidadoso em salientar que as regras da Fifa impedem a realização de campanhas antes do prazo de candidatura, que termina em 29 de janeiro. Mayne-Nicholls precisa obter apoio de cinco federações nacionais para concorrer e parece estar se posicionando como um reformista. A eleição acontece dia 29 de maio.

"O problema será se todos nós pensarmos que a situação está ok", disse ele. "Como Fifa, administramos um jogo que pertence ao povo. Nós não somos o dono do jogo."

Blatter, suíço de 78 anos, é o grande favorito, apesar da oposição à sua liderança devido às alegações de corrupção dentro da entidade que administra o futebol mundial. O ex-vice-secretário-geral da Fifa Jérôme Champagne, de 56 anos, é o outro candidato declarado.

Ele criticou a votação secreta feita pelo Comitê Executivo da Fifa que decidiu em um mesmo dia as sedes dos torneios de 2018 e 2022. Mayne-Nicholls revelou neste mês que estava sendo investigado pelo comitê de ética da Fifa.

Segundo o jornal The Telegraph , a Fifa está investigando o ex-dirigente por seu suposto pedido para que alguns membros de sua família se tornassem estagiários não-remunerados da Academia de Aspirantes do Catar.

"É parte das regras do jogo quando você concorre para tal posição - você sabe que há este tipo de risco e um deles são as pessoas tentando lhe prejudicar", disse Mayne-Nicholls.

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