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Nomes como o meia Wágner e os atacantes Rafael Sobis e Fred manifestaram revolta com os problemas extra-campo do clube

O Fluminense deverá passar por uma grande reformulação em seu elenco assim que o Campeonato Brasileiro chegar ao fim. Praticamente fora da Copa Libertadores, o Tricolor deverá dispensar ou negociar muitos atletas. A insatisfação dos jogadores é grande e vem tomando conta do noticiário desde o empate por 2 a 2 com o Sport, no domingo, que praticamente acabou com as chances de o time das Laranjeiras disputar o torneio continental.

Peter Siemsen, presidente do Fluminense
Divulgação
Peter Siemsen, presidente do Fluminense

Nomes como o meia Wágner e os atacantes Rafael Sobis e Fred manifestaram revolta com os problemas extra-campo do clube, deixando o presidente Peter Siemsen com um dilema para resolver: dispensar a maioria e fragilizar a qualidade do grupo ou arriscar seguir com peças insatisfeitas no plantel para 2015.

Peter sofre com esse dilema porque sabe que se peças de qualidade forem embora ele ficará sem reposição à altura. Isso porque o presidente da Unimed, Celso Barros, já avisou que não vai investir em contratações e se comprometeu a apenas pagar os salários dos atletas que tem vínculo com o clube. Sendo assim, se abrir mão de Wágner, Rafael Sobis e Fred, por exemplo, o poder de fogo de seu ataque ficará bem reduzido.

Peter ainda não conversou com o diretor de futebol Mario Bittencourt e nem com o coordenador Paulo Angioni. O primeiro é favorável que a diretoria tente encontrar um bom diálogo com os atletas, mas isso é complicado depois de entrevistas como a de Wágner.

"Infelizmente é triste quando você abre o jornal e vê estampadas as brigas. É triste quando um jogador recebe e o outro não, quando não se paga salário, quando não se paga bicho. O Fluminense não tem problemas de relacionamento entre os jogadores, tanto que todos se respeitam, independentemente de estarem na reserva ou como titulares. Mas quando o extra-campo não vai bem, infelizmente uma coisa leva à outra", disse Wágner.

O desmanche será inveitável em um quadro como esse. Os volantes Diguinho e Valencia, com contrato até 31 de dezembro, ainda não foram procurados para renovar e nem deverão ser. O lateral esquerdo Carlinhos, na mesma situação, já comunicou aos dirigentes que não vai permanecer nas Laranjeiras. Mesmo com contrato longo, Rafael Sobis, Fred, Wágner e outros atletas deverão sair. O atacante Walter, insatisfeito com a reserva, deseja procurar novos rumos.

Outros jogadores com contrato até o fim do ano e que não foram procurados são o goleiro Diego Cavalieri e o zagueiro Gum. Os dois, porém, fazem parte dos planos da diretoria, que estuda viabilizar o pagamento dos salários desses atletas. O arqueiro, porém, que nunca teve reajuste desde que foi contratado, em 2012, já manifestou que deseja ser valorizado financeiramente.

Nem mesmo o técnico Cristóvão Borges tem a sua permanência assegurada para a próxima temporada. Isso só será definido quando acabar a participação do Tricolor no Brasileirão.

É neste cenário de indefinições que o time segue se preparando para a partida contra o Corinthians, neste domingo, às 17 horas (de Brasília), no Maracanã, pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. Com 58 pontos conquistados, o Tricolor precisa vencer os dois jogos restantes e torcer por uma combinação de resultados pouco provável para se classificar à Libertadores.

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