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"Foram três meses de angústia política e profissional da equipe", resumiu o técnico sobre seu período no comando

O técnico Joel Santana
Flickr/Vasco da Gama
O técnico Joel Santana

O Vasco já garantiu o seu retorno à Série A de 2015, mas o acesso à elite não foi o suficiente para que o técnico Joel Santana evitasse o tom de críticas a diversos fatores no Cruz-Maltino, como uma suposta divisão no elenco e as preleções gravadas por um funcionário do clube, que vazaram na internet em momentos de dificuldade na campanha.

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"É um clube difícil de se administrar, porque você tem vários setores. Tem o grupo dos atletas mais antigos, tem o grupo dos estrangeiros, que tem argentino, uruguaio, paraguaio, colombianos... São profissionais, não tenho nada para reclamar deles. Mas aí tem o grupo dos garotos, que eu protejo", explicou Joel, em entrevista ao canal Fox Sports , aproveitando para desabafar sobre as filmagens do vestiário que foram divulgadas na rede sem a autorização do clube.

"Eu tive de conviver com algumas coisas que eu não engoli. Umas situações ou outras de jogadores chegarem atrasados... Até o jogador aceitar e reconhecer você demora um tempo. Mas eu estava dentro do problema, dentro da angústia. Foram três meses de angústia política e profissional da equipe. Essas histórias de gravador na preleção complicaram muito a situação", revelou o técnico, aproveitando para dar sua opinião sobre o ocorrido.

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"Eu não digo que fui traído, acho que foi um ato de covardia, porque ele não tinha necessidade de fazer uma coisa como essa, não sei qual foi o interesse dele. Mas que eu vou falar com ele, vou. Sei quem é, o futebol não guarda segredos. É igual batom na cueca, não tem erro", destacou, com um sorriso.

Além da polêmica dentro do Vasco, o treinador também se envolveu em um entrevero judicial com seu ex-clube, o Botafogo. Em outubro, o clube teve a penhora de R$ 1,5 milhão determinada numa ação judicial movida pelo atual comandante vascaíno. "O Botafogo me deve contratos, e fui reclamar por eles. Como todo ser humano faria, senão eles perderiam a validade. E aí o Ministério da Fazenda e a Justiça Federal vieram me cobrar por um dinheiro que eu teria recebido do Botafogo, só que eu não recebi. Como vou pagar por uma coisa que não recebi? Por isso, a ação judicial", explicou.

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Questionado sobre o fato de não ter sido campeão da Série B e sobre uma suposta decadência em sua carreira, Joel foi categórico. "Esse negócio de ser campeão é conversa furada. Você acha que o Vasco vai colocar nos murais do clube a inscrição de campeão da Série B, ao lado da Libertadores? Jamais. E as pessoas que falam que eu estou ultrapassado não conhecem nada de futebol. Nesse país, tratam o profissional experiente como ultrapassado. Já ouviu alguém falar que algum repórter, advogado ou um médico top de linha estão ultrapassados?", ironizou.

Com a vaga na elite assegurada, o Vasco ainda cumpre tabela na última rodada diante do Avaí, no sábado, às 16h20 (de Brasília), na Ressacada. Mesmo com o objetivo da temporada conquistado, Joel evita falar sobre a sequência de sua carreira. "O meu futuro a Deus pertence. O Papai Noel já me deu o meu presente, agora é só festa", finalizou.

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