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Time catarinense perdeu a sexta partida seguida e está cada vez mais próximo do rebaixamento para a Série B de 2015

A situação do Criciúma definitivamente não é boa. Além de estar na lanterna da Série A, o Criciúma sofreu a sexta derrota consecutiva neste sábado, por 3 a 1, contra o Grêmio . O revés diante da própria torcida - que começou a deixar o Heriberto Hulse aos 10 do segundo tempo, sob gritos de "olé" dos gremistas - foi lamentado pelo time na saída do campo e pelo técnico Toninho Cecílio na entrevista coletiva.

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"Primeiro, quero pedir desculpas ao torcedor. Não sei se foi a minha pior partida, mas foi a nossa pior dentro da competição, jogando aqui em Criciúma. Eu sei que não adianta, mas como responsável pelos treinamentos, pela escalação e pelas substituições, eu quero pedir desculpas ao torcedor", lamentou o treinador na coletiva pós-jogo. Ainda no gramado, o elenco do Criciúma demonstrou abatimento.

"É difícil perder assim na frente do nosso torcedor, mas não dá pra achar que estamos onde estamos por causa desse jogo. A gente cometeu erros desde o inicio do Campeonato. Não é um jogo, um resultado negativo como esse, que vai determinar a nossa temporada, mas sim uma sequência de jogos que nos deixou nessa situação. Tivemos um ano ruim. Então agora vamos correr e nos dedicar em campo pelo torcedor, porque o clube merece terminar o ano com honra", declarou o volante Ricardinho, em sintonia com o atacante Lucca.

"Agora o momento é de ficar calado. Quem colocou o Criciúma nessa situação foi a gente, não há o que falar", avaliou o jogador. O único que falou de forma positiva foi Maurinho

"Ainda temos alguma chance de escapar, matematicamente", afirmou o atleta. Com quatro rodadas restantes - 20 pontos em disputa -, o Criciúma segue na lanterna com 30 pontos, a seis de distância da Chapecoense, que tem um jogo a menos e é a primeira equipe fora da zona de rebaixamento. Apesar da fé de Maurinho, Joílson demonstrou pensamento diferente.

"Só temos que pedir desculpas para a torcida, e ver o que vamos fazer para, pelo menos, terminar o ano com honra", afirmou o zagueiro do Criciúma, seguido por Paulo Baier. "É muito difícil", admitiu o veterano.

Quem também falou em honra foi Fábio Ferreira. "Não vamos desistir, nem abaixar a cabeça. Temos que ter vergonha na cara e lutar até o final", declarou. Para tentar colocar em prática o discurso do elenco, o Criciúma volta a entrar em campo na quarta-feira, às 21 horas (de Brasília) diante do Bahia, novamente no Heriberto Hulse. O Tricolor Baiano é o penúltimo colocado na tabela, com apenas um ponto a mais do que o Criciúma.

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