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A troca de Pato por Tevez seria um trunfo de Roberto de Andrade para vencer a eleição no Corinthians. Porém, dirigente do São Paulo vê o argentino em boa fase na Juventus

Alexandre Pato, atacante do São Paulo
Getty Images
Alexandre Pato, atacante do São Paulo

Tem fundamento o sonho de Roberto de Andrade em usar Alexandre Pato como moeda de troca por Carlitos Tevez caso vença a eleição presidencial do Corinthians. A diretoria do São Paulo admite que seria uma manobra permitida pelo contrato de empréstimo do atacante, mas duvida que isso venha a ocorrer de fato.

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A partir de janeiro, o valor da proposta que obrigaria o São Paulo a liberar Pato - com o consentimento do próprio jogador - cai de 15 milhões de euros para 10 milhões de euros (cerca de R$ 31,5 milhões). Assim, se o valor de mercado do argentino não for considerado inferior e a Juventus aceitar ceder seu argentino - que vive grande fase -, o clube tricolor teria que cobrir a proposta para não perder o atacante.

"O São Paulo teria que empatar a proposta para ficar com o jogador. Está perfeito, o Corinthians tem todo o direito de fazer isso. O São Paulo não pode fazer nada, porque não tem condições de dar 10 milhões de euros pelo Pato, em janeiro. Em dezembro (quando vence o contrato), vamos discutir melhor. Mas, se acontecer agora, está no contrato", admitiu o vice-presidente são-paulino, Ataíde Gil Guerreiro, em entrevista à Rádio Bandeirantes , nesta segunda-feira.

O dirigente, entretanto, duvida que a Juventus aceite ceder Tevez neste momento e já planeja ter Pato a partir de 2016. "Ele já está virando um ídolo dentro da Juventus. No futebol, tudo pode acontecer, mas acho difícil", falou, reforçando que estudará uma maneira de contratar Pato em definitivo, quando se encerrar seu contrato de empréstimo, em dezembro de 2015.

O que também atrapalha o sonho de Roberto de Andrade é o fato de eleição do Corinthians ocorrer em fevereiro. O candidato da situação era diretor de futebol na última ocasião em que havia possibilidade de contratar Tevez, no início de 2013. Na ocasião, em vez de trazer de volta o argentino que vestiu preto e branco entre 2005 e 2006, o reforço foi justamente Pato.

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