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Contas do estádio comprometem investimento no futebol e batismo do Itaquerão por R$ 400 milhões vai ajudar a abater dívida por construção da arena que custou mais de R$ 1 bilhão

O torcedor do Corinthians que acompanha o noticiário do clube está acostumado a notar nos últimos meses que a venda dos "naming rights", o direito de dar o nome ao novo estádio em Itaquera, não tem saído do lugar. O clube pena para sacramentar o negócio e, com isso, a conta do pagamento do estádio compromete as finanças corintianas. 

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O presidente Mário Gobbi, em fim de mandato, diz que até 31 de janeiro de 2015, seu último dia no cargo, espera conseguir anunciar o parceiro que vai estampar sua marca na fachada e nas áreas internas do estádio (ou até nas camisas do time) por R$ 400 milhões. 

Estádio do Corinthians deve ganhar novo nome até o fim da gestão de Mário Gobbi, em janeiro
Djalma Vassão/Gazeta Press
Estádio do Corinthians deve ganhar novo nome até o fim da gestão de Mário Gobbi, em janeiro

"Estamos lidando com 400 milhões de reais. E isso leva tempo. O trabalho é intenso e espero que ainda na minha gestão a gente consiga fechar o naming rights, que seja o último grande feito da minha gestão", disse Gobbi. A companhia aérea Emirates negocia com o Corinthians há mais de um ano, mas nenhum acordo foi selado. A duração do contrato é o principal ponto de dúvida do negócio. O ex-presidente corintiano Andrés Sanchez é quem negocia com a empresa.

Gobbi não se arrepende de ter deixado com seu antecessor a responsabilidade de fechar o contrato que promete aliviar o pagamento da dívida contraída por conta da construção da Arena Corinthians. O estádio que abriu a Copa do Mundo de 2014 custou mais de R$ 1 bilhão.

"O estádio só saiu graças ao Andrés. Ele é o gestor. O estádio nasceu fruto de uma articulação política feita pelo Andrés. Ele viu o estádio nascer. Então, não tem no Corinthians uma pessoa com acesso a todos os órgãos que viabilizam o estádio como o Andrés tem", ponderou o presidente corintiano. 

Sanchez já viajou quatro vezes aos Emirados Árabes para negociar os "naming rights" com os representantes da Emirates. De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo , o Corinthians já gastou R$ 150 mil nessas viagens. 

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