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São Paulo se garantiu na semifinal mesmo tendo perdido por 3 a 2 pelo Emelec, na noite desta quarta-feira

O resultado foi negativo, mas o São Paulo se garantiu na semifinal da Copa Sul-americana mesmo derrotado por 3 a 2 pelo Emelec , na noite desta quarta-feira. Derrota que o time brasileiro vendeu caro, depois de ter feito uma desgastante viagem até Guaiaquil, como lembrou Rogério Ceni ao final da partida.

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"Temos que destacar a luta de todos, destacar a viagem, a logística complicada que tivemos. Foram quase 16 horas de viagem para chegar ao hotel. A gente vem de jogos seguidos. Valeu pela luta de todos. O torcedor são-paulino não fica feliz com o resultado, mas com a entrega, que coloca o time na semifinal", disse, em entrevista à Fox Sports .

De fato, o revés poderia ter sido pior. Entre o primeiro gol do Emelec, sofrido logo aos 16 segundos, e os outros dois, marcados em seis minutos da etapa final, o São Paulo chegou a estar em vantagem, graças a Alan Kardec e Paulo Henrique Ganso. Quando o time equatoriano voltou a ficar na frente, no entanto, foi preciso resistir a uma enorme pressão até o fim.

"Os gols no começo das etapas acabaram transmitindo um pouco de segurança, instabilidade", reconheceu Ceni, ao entender que o melhor momento de sua equipe (da metade do primeiro tempo até o intervalo) se deu quando os jogadores passaram a não se desfazer tão rapidamente da bola. "Todos nossos jogadores têm qualidade técnica, os dois volantes sabem jogar. O Ganso, o Kaká, o Michel, o próprio Kardec. Mas não tínhamos velocidade, então tínhamos que ficar com a bola. Quando ficamos, deu jogo".

O cenário voltou a se complicar no primeiro minuto da etapa final, quando Paulo Miranda cometeu pênalti. Miler Bolaños, autor do primeiro gol, bateu mal, e a bola ainda tocou o cotovelo do goleiro são-paulino antes de entrar. Cinco minutos depois, o atacante converteu outra penalidade, esta marcada devido a um toque de Álvaro Pereira com o braço. Daí em diante, o São Paulo contou com a trave direita, com o travessão e boas defesas de Rogério Ceni para assegurar a classificação e compensar o desgaste físico.

"A gente tenta se recuperar no hotel, com a aparelhagem que o pessoal da fisiologia e da fisioterapia traz. A viagem de volta agora vai ser muito complicada, temos outra viagem no sábado (para Salvador). Tem aeroporto, espera. Eu vim em uma poltrona que não reclinava. Fiquei com as perninhas encolhidas. Você fica 16 horas com a perna dobrada. Mas valeu pela entrega de todo o mundo. Foi um presente muito bacana, uma dádiva de Deus poder viver um ambiente como esse em fim de carreira", festejou.

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