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Eficiente nas investidas próximas à área, time da Vila Belmiro conquista três pontos e vê G4 um pouco mais perto

Dorival Júnior disse ao longo da semana que o Santos não chegaria ao clássico mais cansado por ter jogado no meio de semana. É difícil saber se o técnico do Palmeiras tinha razão. Fato é que, debaixo de sol ainda mais forte pelo horário de verão, a equipe da Vila Belmiro se desgastou menos neste domingo e, mesmo assim, venceu por 3 a 1, no Pacaembu.

Gabriel comemora seu primeiro gol diante do Palmeiras com Robinho (nº 7) e Geovânio
Friedemann Vogel/Getty Images
Gabriel comemora seu primeiro gol diante do Palmeiras com Robinho (nº 7) e Geovânio

Bastante disposto a dar continuidade à sua reação e engatar o quarto triunfo seguido, o Palmeiras foi superior em grande parte do jogo e criou o maior número de chances de gol, mas só fez um aos 43 minutos da etapa final. Já o Santos foi eficiente quase sempre que apareceu dentro da área (uma vez com Geuvânio e duas com Gabriel, a segunda em condição irregular) e só não balançou a rede pela quarta vez porque Fernando Prass fez grande defesa em arremate de Arouca à queima-roupa.

Passada a quarta derrota em quatro clássicos no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras voltará ao Pacaembu para mais uma tentativa de findar esse jejum no próximo sábado, quando terá pela frente o Corinthians. Antes disso, vai a Belo Horizonte para encarar o líder Cruzeiro, na quarta-feira, e tentar aumentar a distância para a zona de rebaixamento, que até lá ainda será de ao menos três pontos. No mesmo dia, o Santos, agora com 45 pontos, recebe o Fluminense.

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O jogo

A primeira boa jogada saiu aos dois minutos, assim que Mena recebeu passe de Robinho, cruzou rasteiro para o meio da área e viu Tobio tirar para escanteio. A resposta palmeirense veio em dois minutos, quando Valdivia, mesmo caindo, percebeu Wesley avançando pelo lado direito. O volante invadiu a área, mas chutou por cima do gol de Arouca.

Pouco depois, Valdivia reclamou acintosamente de falta não marcada, recebeu cartão amarelo e só não foi expulso porque o atacante Henrique e outros companheiros o aconselharam a parar e conseguiram contê-lo. O meia então passou a se preocupar em jogar bola e ajudou seu time a ditar o ritmo da partida. Após dois bons lances pelas laterais que resultaram em escanteio, ele próprio finalizou uma bola ajeitada por Henrique. O chute rasteiro saiu fraco para Aranha.

Ligada, a defesa do Palmeiras geralmente se antecipava aos homens de frente do Santos. Foi assim, acuando o adversário em seu campo de defesa, que surgiram - e foram desperdiçadas - outras oportunidades de gol. Aos 27 minutos, Valdivia tomou bola de Edu Dracena na ponta esquerda e cruzou para Henrique. Livre, o atacante não fez um bom domínio, permitindo que a marcação chegasse e o atrapalhasse no momento do chute. Mais tarde, foram Wesley (em arremate de primeira) e Henrique (em cabeceio por cima da trave) quem erraram.

Valdivia seguia bem, distribuindo o jogo, cavando faltas e até desarmando Robinho. O domínio palmeirense, no entanto, era infrutífero e, aos 38 minutos, o Santos aplicou o castigo. Acionado por Lucas Lima na ponta esquerda, Geuvânio ganhou de Lúcio facilmente na corrida, invadiu a área e bateu cruzado para vazar Fernando Prass, que até então tinha tido pouco trabalho.

O Palmeiras respondeu imediatamente, mas com outra finalização para fora de Henrique. O Santos, por sua vez, mostrou-se novamente mais eficiente e ampliou a vantagem logo aos 41 minutos. Lucas Lima aproveitou desatenção da defesa, cobrou falta com rapidez e deixou Mena em ótima condição na ponta esquerda para rolar a bola a Gabriel. De frente para Fernando Prass, o atacante apenas concluiu para a rede.

No intervalo, o técnico Dorival Júnior sacou o lateral Juninho e colocou mais um atacante em campo, Leandro. Desse modo, Victor Luis, que atuava improvisado como volante, retornou à esquerda, sua posição de origem. O Palmeiras trocaria a força de marcação no meio-campo para se arriscar mais. Com três minutos da nova formação, o Santos partiu em contragolpe e, valendo-se de posição irregular, Gabriel chegou à área em liberdade, bateu na saída de Fernado Prass e marcou o terceiro.

O Palmeiras não desistiu, mas, exposto, só não sofreu o quarto gol aos 24 minutos porque seu goleiro fez grande defesa em arremate à queima-roupa de Arouca. Já os ataques da equipe alviverde dificilmente exigiam trabalho de Aranha. Nas primeiras vezes em que foi exigido, em chutes de Wesley (mais tarde substituído sob vaias), Henrique e João Pedro, o goleiro fechou a meta.

Insistente, o Palmeiras finalmente descontou aos 43 minutos, com Henrique, depois de boa jogada de Mazinho, substituto de Wesley. O gol deu novo ânimo, porém, apesar de bons chutes de Mazinho e Mouche, o único prêmio foram os aplausos da torcida.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 3 SANTOS

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 19 de outubro de 2014, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Rogério Pablos Zanardo e Vicente Romano Neto (ambos de SP)
Assistentes adicionais: Flávio Rodrigues Guerra e Aurélio Santana Martins (ambos de SP)
Público: 30.695 pagantes
Renda: R$ 702.450,00
Cartões Amarelos: Valdivia, Wesley, Henrique (Palmeiras), Edu Dracena, Mena, David Braz, Geuvânio Robinho e Alison (Santos)

Gols
PALMEIRAS:
Henrique, aos 40 minutos do segundo tempo
SANTOS: Geuvânio, aos 39 minutos do primeiro tempo; Gabriel, aos 41 do primeiro tempo e aos 3 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Fernando Prass; João Pedro, Lúcio, Tobio e Juninho (Leandro); Victor Luis, Marcelo Oliveira, Wesley (Mazinho) e Valdivia; Cristaldo (Mouche) e Henrique
Técnico: Dorival Júnior

SANTOS: Aranha, Victor Ferraz, David Braz, Edu Dracena e Mena; Alison (Souza), Arouca e Lucas Lima (Renato); Robinho, Geuvânio e Gabriel (Rildo)
Técnico: Enderson Moreira

*Com Gazeta

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