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Diante da desistência dos marroquinos, três países aparecem como possíveis sedes da competição: a África do Sul (escolhida para sediar a Copa Africana em 2017), o Egito e o Sudão

A Confederação Africana de Futebol ganhou um grande problema para resolver por causa do surto de ebola que atinge o continente africano. Nesta quinta-feira, o Marrocos anunciou que desistiu de sediar a Copa das Nações Africanas de 2015.

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"Já que a CAF (Confederação Africana de Futebol) rejeitou todos os nossos pedidos os sugestões, somos forçados a nos retirar como sede do torneio de 2015 para preservar a segurança dos nossos cidadãos. Estamos preparados para quaisquer consequências desta nossa decisão", disse à agência Reuters uma fonte próxima ao Ministério do Esporte marroquino.

Estádio de Casablanca, no Marrocos
Getty Images
Estádio de Casablanca, no Marrocos

Inicialmente, o Marrocos apresentou três propostas à CAF: ser sede da competição em 2017, o adiamento do torneio de 2015 para 2016 ou a desistência de ser sede em 2015. Diante da desistência dos marroquinos, três países aparecem como possíveis sedes da competição: a África do Sul (escolhida para sediar a Copa Africana em 2017), o Egito e o Sudão.

Marrocos, que por enquanto não teve nenhum caso de ebola registrado, tem ajudado os países mais afetadas pelo vírus (Guiné, Libéria e Serra Leoa), e é uma das poucas nações que não interrompeu a conexão aérea com essas regiões. O vírus, que já foi registrado fora da África (nos Estados Unidos e na Espanha, por exemplo), matou cerca de quatro mil pessoas até agora.

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