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"Ele não jogou no fim de semana, estava inteiraço. Toda vez que Kaká e ele não jogam, na partida seguinte podem ver que vão arrebentar", avaliou o treinador são-paulino

Principal destaque da vitória por 3 a 2 sobre o Huachipato , na quarta-feira, Paulo Henrique Ganso foi usado pelo técnico do São Paulo como exemplo para, mais uma vez, tecer críticas ao calendário do futebol nacional, em sua opinião mal planejado e prejudicial.

Ganso fez um dos gols da vitória do São Paulo
Getty Images
Ganso fez um dos gols da vitória do São Paulo

"Tem um detalhezinho simples que as pessoas têm que ver. Ele não jogou no fim de semana, estava inteiraço. Toda vez que Kaká e ele não jogam, na partida seguinte podem ver que vão arrebentar", disse Muricy Ramalho, pouco depois de confirmar a classificação para as quartas de final da Copa Sul-americana.

Ganso não atuou no domingo, na derrota para o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro, apenas porque estava suspenso. No dia seguinte, juntamente com o restante do elenco, viajou para o Chile, de onde a equipe retornará apenas na noite desta quinta-feira, a menos de 48 horas da partida de sábado, contra o Bahia.

"A parte física é super importante, as pessoas não se dão conta disso. Pensam que jogador é escravo, que tem que jogar sempre, e cobram dele o mesmo nível", continuou a chiar, antes de reiterar os elogios ao camisa 10, que participou da jogada que abriu o placar, marcou um gol e foi substituído por Boschilia apenas no final do segundo tempo.

"Ele só não aguentou no finalzinho, porque a gente estava com dez (jogadores, devido à expulsão do volante Denilson na primeira etapa). Aí, ele teve que se sacrificar muito na marcação, como volante e pelo lado de campo, e cansou", comentou Muricy.

Para o duelo do fim de semana, há três retornos garantidos: o volante Souza e o meia Kaká, que estavam com a Seleção Brasileira, e o atacante Luis Fabiano, suspenso na Sul-americana.

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