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O pleito para eleger um novo presidente no Palmeiras está marcado para o próximo dia 29 de novembro

Eleito no começo de 2013, Paulo Nobre tenta permanecer como presidente do Palmeiras . No dia em que sua chapa foi oficializada para concorrer com o grupo liderado pelo opositor Wlademir Pescarmona, o atual mandatário prometeu um clube em melhores condições e elogiou a votação direta dos sócios.

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"O que me deixa muito satisfeito é que tenho certeza, e falo isso sem medo, que o próximo presidente pegará um clube melhor. Acredito que o sócio vai saber fazer uma análise criteriosa para escolher, e não vou medir esforços para que a Sociedade Esportiva Palmeiras volte a ser o que sempre foi", discursou.

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Paulo Nobre, presidente do Palmeiras
Fernando Dantas/Gazeta Press
Paulo Nobre, presidente do Palmeiras

Sucessor de Arnaldo Tirone, Nobre assumiu o clube em delicada situação financeira e já colocou mais de R$ 100 milhões do próprio bolso na instituição por meio de empréstimos. Depois de voltar à Série A do Campeonato Brasileiro, a equipe vem brigando para evitar um novo rebaixamento no torneio nacional.

Veja também: Brunoro prevê Palmeiras sustentável como Paulo Nobre planejou

Pela primeira vez na história do Palmeiras, fundado como Palestra Itália em 1914, o presidente do biênio 2015-2016 será definido pelos próprios associados (há 10.250 em condições de participar do pleito), e não apenas pelos integrantes do Conselho Deliberativo. As eleições estão marcadas para o dia 29 de novembro.

"O que posso dizer ao associado é que venha votar, independentemente de quem seja o seu candidato, porque foi muito difícil conseguir quebrar esse paradigma. Que ele exerça o seu direito e que vote na atual gestão, caso entenda que estamos no caminho certo", afirmou.

Wlademir Pescarmona foi diretor de futebol do Palmeiras em 2010
SÉRGIO BARZAGHI/GAZETA PRESS
Wlademir Pescarmona foi diretor de futebol do Palmeiras em 2010

Wlademir Pescarmona, opositor de Nobre, acredita que a situação do time de futebol no Campeonato Brasileiro na época do pleito terá certa influência - o Palmeiras atualmente soma 34 pontos, apenas quatro a mais que o Bahia, primeiro da zona de rebaixamento.

Questionado sobre o assunto, Paulo Nobre preferiu não fazer previsões. Para o atual mandatário, as primeiras eleições presidenciais com votos dos mais de 10,2 mil associados podem reservar surpresas, independentemente da situação da equipe no Brasileiro.

"Ninguém sabe como o sócio vai se comportar, se vai valorizar mais o futebol ou o clube social. Na eleição de conselheiro, cada um pega os seus eleitores em casa e traz até o clube, batalha muito pelos votos. Será que os conselheiros vão trabalhar da mesma forma? Será que os sócios vão se interessar mais ou menos?", questionou.

Pescarmona prevê influência do futebol e valoriza convivência no clube

A chapa encabeçada por Wlademir Pescarmona foi oficialmente aprovada pelos sócios do Palmeiras na noite de segunda-feira. Único candidato da oposição nas eleições programadas para o final de novembro, o opositor de Paulo Nobre prevê que a situação do time de futebol influenciará o pleito e valoriza a convivência com os associados no clube.

Pela primeira vez na história da agremiação, fundada em 1914, o presidente para o biênio 2015-2016 será definido pelos sócios (há 10.250 em condições de participar do pleito), e não apenas pelos integrantes do Conselho Deliberativo. Neste contexto, acredita Pescarmona, a situação do time no Campeonato Brasileiro na época da eleição fará certa diferença.

"Sempre influencia. Se o time vai bem, existe uma perspectiva positiva. Há muitos sócios que não frequentam o clube, são mais futebol. Se o time vai bem, existe uma vantagem da diretoria. Mas nem por isso estou torcendo contra, muito pelo contrário. Quero assumir o clube na Primeira Divisão", afirmou.

Com 34 pontos em 28 rodadas, o Palmeiras ocupa a 12ª colocação no Campeonato Brasileiro. O risco de queda ainda é significativo, já que o Bahia, primeiro integrante da zona de rebaixamento, tem 30 pontos. Independentemente do futebol, Pescarmona valoriza a convivência com os sócios.

"Acho que vai ser uma briga boa. Talvez eu leve um pouco de vantagem por estar aqui todos os dias. Não sei qual vai ser a estratégia dele a partir de agora. Vou usar a mesma estratégia de sempre: frequentar o clube todos os dias e conversar com as pessoas. Eu conheço as necessidades e tenho contato direto com os sócios", declarou.

Durante a gestão de Paulo Nobre, iniciada no começo de 2013, o clube sofreu uma série de obras promovidas pela construtora WTorre, inclusive no estádio. De acordo com Wlademir Pescarmona, seu adversário não soube como administrar a área social da instituição.

"Se eles aproveitaram 10% da parte social, foi muito. Fui diretor administrativo e na época o clube estava um brinco. É como se fosse o quintal da nossa casa e queremos que esteja em condições de uso. Precisamos de um clube decente, limpo, com boas dependências e que honre nossas tradições", afirmou.

Wlademir Pescarmona deixou claro que enxerga a administração do futebol e do clube social de maneira separada. Para gerir o time profissional, classificado como "carro-chefe" do Palmeiras, o candidato promete contratar um profissional com competência reconhecida no mercado.

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