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Contra a Chapecoense, o camisa 10 mostrou perfil ao correr para cobrar a torcida, que tinha vaiado o time no intervalo

Sob o comando de Dorival Júnior, Valdivia já foi expulso por dar um pisão no volante Amaral, do Flamengo, e abdicou de fazer gol em derrota para o Figueirense. Mas o técnico está satisfeito com seu jogador mais caro, não só tecnicamente. O treinador transformou o meia em capitão e, agora, enxerga empenho maior a ponto de usá-lo como exemplo de motivação e liderança.

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"Faltava uma entrega maior dele em prol do grupo, não só tecnicamente. Esta participação no dia a dia, essa condição de liderança que, de repente, estava adormecida. Eu não gostaria de ter o Valdivia só tecnicamente", analisou Dorival, que tem acompanhado o chileno pedir a palavra nas reuniões do grupo e incentivar os colegas durante os jogos.

Valdivia, meia do Palmeiras
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Valdivia, meia do Palmeiras

"Cito o Valdivia como motivação porque ele tem participação direta, se expondo mais, chamando a responsabilidade. A cada dia as pessoas se atêm mais a situações que ele fala, gestos dele em campo. É natural que comece a criar um fato novo dentro da equipe. É o que buscamos", completou o treinador.

Contra a Chapecoense, na quinta-feira, o camisa 10 mostrou perfil de líder ao correr sozinho para cobrar a torcida, que tinha vaiado o time no intervalo, para apoiar o time integralmente na luta contra o rebaixamento no Brasileiro. No discurso, é só elogios aos companheiros.

"Mato no peito e jogo para o lado. Essa equipe está bem, é só acreditar mais um pouco, ter mais confiança e perder o medo. Já falei que, enquanto eu estiver bem fisicamente, não vai faltar nada para me entregar nos jogos. Graças a Deus, tenho ferramentas para ficar bem fisicamente, o resto é consequência de quando você se prepara", ensinou, como Dorival gosta.

"Tecnicamente, não precisamos falar nada do Valdivia. A maior vitória dele é assumir uma condição, principalmente pela braçadeira que foi passada. Hoje, sinto o Valdivia totalmente integrado no projeto de recuperação total da equipe na competição. Fico muito satisfeito, porque esperava isso dele", sorriu o treinador, que vê no astro a vontade de mudar a má imagem que deixou em mais de quatro anos nesta passagem pelo clube.

"Nunca tive problema em assumir meus erros, mas não adianta ficar falando disso. Temos que olhar para frente. Você amadurece ao longo dos anos e nunca termina de amadurecer. Sou muito ciente dos erros e assumo, mas não vou deixar de tentar e acreditar até o minuto 93", indicou Valdivia.

"A cada dia, temos uma história nova para contar e ser feita. Quando você pensa em entrar em campo tranquilo, só pensando em jogar, o resto vem como consequência. É claro que eu gostaria muito de me identificar como outros jogadores históricos, que ficaram para sempre na memória do clube. Penso em fazer a minha própria história", concluiu o chileno.

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