Tamanho do texto

Ex-presidente do clube, que ajudou a eleger o atual, era o responsável pelas categorias de base em Cotia

Carlos Miguel Aidar posa ao lado de Juvenal Juvêncio na eleição presidencial do São Paulo
Alex Falcão/Futura Press
Carlos Miguel Aidar posa ao lado de Juvenal Juvêncio na eleição presidencial do São Paulo

A guerra política do São Paulo ganhou ainda mais força nesta segunda-feira. O ex-presidente Juvenal Juvêncio, que ocupava o cargo de diretor das categorias de base do Tricolor desde a eleição de Carlos Miguel Aidar, foi desligado da função.

A briga entre o atual e o antigo presidente se tornou pública na semana passada, depois que Aidar fez duras críticas à gestão de Juvenal em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. O ataque resultou em uma resposta do ex-mandatário por meio de uma carta, na qual descartou a chance de pedir demissão.

Presidente do São Paulo contesta a arbitragem: "Tem beneficiado o Cruzeiro"

Porém, Juvenal Juvêncio não se sustentou na função por muito tempo, já que, nesta segunda-feira, Aidar comunicou a demissão ao ex-presidente, seu antigo aliado. O presidente só se pronunciou sobre o assunto por meio de nota oficial.

“Comunico o fim da colaboração do Dr. Juvenal Juvêncio na diretoria por mim presidida. O São Paulo Futebol Clube reconhece a importante contribuição que Juvenal sempre deu ao clube, primeiro como diretor, depois como presidente e por último como diretor novamente”, informou o dirigente, em trecho da nota.

Aidar também deixou claro que o clube seguirá outra linha. “Neste momento em que o São Paulo Futebol Clube trilha novos caminhos, agradeço pessoalmente o empenho de Juvenal durante tantos anos e presto minha homenagem a esse grande são-paulino”, acrescentou.

Com tendinite, Rogério Ceni é dúvida para enfrentar o Coritiba

Apesar de ter sido eleito justamente com apoio de Juvenal Juvêncio, o presidente vem promovendo uma reformulação no São Paulo, aproximando-se da oposição e realizando corte de funcionários.

Solidariedade

A demissão de Juvenal Juvêncio gerou a reação dos aliados do ex-presidente. Poucas horas depois da saída do antigo mandatário, Roberto Natel informou a Carlos Miguel Aidar que não seguirá na função de vice-presidente do clube.

"Não posso continuar na diretoria a partir do momento em que o presidente não foi justo com aquele que o colocou lá. Depois que deixou de ser presidente, ele (Juvenal) não apareceu no clube e não deu entrevistas, deixando o Carlos Miguel trabalhar", afirmou.

Natel explicou seus motivos a Aidar quando renunciou ao cargo. "O Carlos Miguel veio com a desculpa de que fizeram fofoca da filha dele e colocou a culpa no Juvenal. Mas o presidente do São Paulo tem que se sentar na cadeira e saber administrar, e não escutar fofocas. Falei que ele está errado, incorreto."

A filha do atual presidente, Mariana Aidar, deixou o cargo de assessora da diretoria recentemente, depois de ter sofrido críticas de conselheiros. Agora, a guerra política no clube gerou um racha na própria gestão do atual presidente.

Roberto Natel reclama ainda por Aidar ter criticado a situação financeira do Tricolor. "Ele jamais poderia ter falado da dívida do São Paulo, que é completamente administrável", acrescentou.

Sem saber se outros aliados de Juvenal também deixarão a diretoria, Natel acha que seu pedido de demissão já era esperado. "Ele (Aidar) já estava querendo isso", declarou o ex-vice-presidente, que fez parte da diretoria também na gestão anterior.

* Com Gazeta.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.