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Presidente Maurício Assumpção decidiu vender os mandos por conta da crise financeira do clube, mas técnico não esconde a insatisfação de ter que jogar longe do Maracanã

Técnico Vagner Mancini tem de administrar momento ruim do Botafogo
Divulgação
Técnico Vagner Mancini tem de administrar momento ruim do Botafogo

O prestígio do presidente Maurício Assumpção continua caindo no Botafogo. Os constantes atrasos salariais, o erro de cálculo que gerou o bloqueio de 100% das receitas, o envolvimento de seus familiares na venda de cotas de patrocínio e a má campanha do time na temporada são algumas das críticas que o mandatário enfrenta. Mas as críticas não pararam por aí. O cartola foi questionado por ter vendido mandos de campo, e o técnico Vagner Mancini e elenco nada gostou de jogar longe do Maracanã.

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Com o aspecto técnico deixado de lado, o Botafogo teve que enfrentar o Fluminense e o São Paulo no Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF). E ainda terá pela frente, na Arena Amazônia, em Manaus (AM), os duelos contra Flamengo e Corinthians. Diante do Fluminense, o time ganhou por 2 a 0. Mas contra os são-paulinos uma derrota de 4 a 2 fez a zona de rebaixamento se aproximar, mais uma vez.

Para agravar ainda mais a situação, a torcida adversária era maioria nas arquibancadas durante o duelo contra o São Paulo, que está na vice-liderança da competição. O fato deverá se repetir em Manaus, diante do Corinthians.

Os jogadores evitam criticar publicamente a decisão de Maurício Assumpção, temendo represálias. Já Vagner Mancini, perguntado sobre o tema após o jogo contra o São Paulo, reclamou da situação.

"É uma situação complicada, pois tivemos a impressão de que estávamos jogando no Morumbi. Infelizmente isso é ruim para todo mundo. Sofre o torcedor do Botafogo, que não pode acompanhar o time, e o elenco, que não tem apoio dos torcedores e se desgasta com as viagens. Mas essa é a realidade. Cabe ao clube tentar se reestruturar financeiramente para resolver essa situação", disse Mancini.

Dentro de campo, o elenco realizou um treino regenerativo nesta quinta-feira pela manhã, em Brasília, e, em seguida, a delegação retornou ao Rio de Janeiro, com os atletas sendo liberados na sequência. Nesta sexta-feira o grupo treina na parte da tarde no Engenhão, quando Mancini vai começar a pensar na melhor formação para o duelo contra o Internacional, previsto para este domingo, às 16 horas (de Brasília), no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Para este jogo, Mancini não poderá contar com o volante Aírton, suspenso por ter sido expulso contra o São Paulo, e nem com o volante argentino Mario Bolatti, que cumpriu suspensão diante dos paulistas, mas permanece de fora por questões contratuais, já que seus direitos federativos pertencem ao Internacional. O lateral direito Edilson, que sentiu dores na perna direita e foi vetado contra o São Paulo, será reavaliado. Com uma crise de amigdalite, o atacante Emerson segue de fora.

As boas notícias ficam por conta dos retornos do zagueiro Dankler e do meia peruano Cachito Ramirez, que cumpriram suspensão diante do São Paulo e voltam a ficar à disposição da comissão técnica. No sábado o elenco treina na parte da manhã, mais uma vez no Engenhão, e, em seguida, a delegação embarca para a capital gaúcha. Com 22 pontos conquistados, o Botafogo, que vem de duas derrotas consecutivas, tem apenas dois pontos a mais que a zona de rebaixamento, podendo entrar na área de queda em caso de novo tropeço.

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