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Técnico do Fluminense teve bom começo de trabalho, mas as recentes eliminações para o América-RN, na Copa do Brasil, e Goiás, pela Sul-Americana complicaram sua situação no Flu

Cristóvão Borges, técnico do Fluminense
Nelson Perez/Fluminense FC
Cristóvão Borges, técnico do Fluminense

Após um bom começo de trabalho, que deu impressão inclusive que conseguiria unir correntes políticas no Fluminense , o técnico Cristóvão Borges vê aumentar a pressão acerca de seu desempenho à frente do elenco. A derrota de 1 a 0 para o Goiás e a eliminação na Copa Sul-Americana incomodou a diversos setores e alguns conselheiros já começam a questionar o treinador.

Nas últimas semanas o Fluminense, além da eliminação para o Goiás, caiu na terceira fase da Copa do Brasil com direito a uma humilhante goleada de 5 a 2 para o América-RN em pleno Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). No Campeonato Brasileiro, o time que sonhava com a liderança, sequer aparece na zona de classificação para a Copa Libertadores.

"Duas eliminações são coisas ruins no nosso trabalho. Ficamos chateados e sentidos com o que aconteceu. Mas confio na força do grupo e que podemos reagir. Não vamos deixar que isso nos abale no Campeonato Brasileiro", disse Cristóvão.

Após a goleada para o América-RN, o presidente Peter Siemsen veio a público falar em vexame e procurou passar esperanças aos torcedores. Contra o Goiás, alguns conselheiros reclamaram com o presidente da falta de vontade do time.

Além disso, as substituições feitas por Cristóvão geraram irritações, principalmente por ele ter sacado do time os laterais Bruno e Carlinhos em um momento que os goianos centralizavam a marcação. Walter e Kenedy entraram e se tornaram presas fáceis entre os zagueiros goianos. "Coloquei o Walter para dar mais peso ao ataque em um momento que o time precisava ter mais força ofensiva", explicou o comandante do Tricolor carioca.

Neste cenário o treinador pode acabar não resistindo a uma eventual derrota para o Cruzeiro, neste domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã, pela última rodada do primeiro turno do Brasileiro. Para este compromisso o treinador ainda vai sofrer com alguns problemas.

O volante Edson e o atacante Rafael Sóbis, ambos com lesão na coxa esquerda, e o volante Valencia, com lesão no joelho direito, foram vetados. O goleiro Diego Cavalieri, lutando contra uma gastroenterite, e Carlinhos, com fisgada na coxa esquerda, são dúvidas. O elenco volta a treinar nesta sexta-feira à tarde, nas Laranjeiras, local do treino na manhã de sábado, que vai anteceder ao início do período de concentração.

Negociações emperram

O lateral direito Marcelinho, que está no América-RN, e o zagueiro Neto, com os direitos federativos ligados ao Santos, eram dados como reforços certos no Fluminense, mas as negociações se complicaram.

No caso do lateral, o clube potiguar exige que o Fluminense compre os direitos federativos do jogador e o Tricolor não possui verba para isso, ainda mais porque a Unimed, principal patrocinadora, não deseja fazer maiores investimentos esse ano. Assim, dificilmente o acordo vai acontecer.

No caso de Neto a preocupação é médica, pois o mesmo se recupera de uma lombalgia que, inclusive, o afastou de brigar por posições no Santos. O Fluminense ainda aguarda novas evidências de que o atleta não tem nenhum problema clínico. O defensor, de 29 anos, ainda não foi completamente descartado, mas sua negociação se complicou muito.

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