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Na noite da última quarta, o técnico considerou irregular o gol do Bragantino, sem especificar falta em Cássio ou em Guerrero

Petros teve sua pena de 180 dias suspensa até que aconteça o julgamento em segunda instância pela suposta agressão no juiz Raphael Claus, mas não está jogando. Um dos motivos é a percepção de Mano Menezes de que a arbitragem está perseguindo o Corinthians desde o ocorrido, no último dia 10.

A equipe atuou quatro vezes desde a vitória sobre o Santos na qual houve o choque entre atleta e árbitro. De lá para cá, o técnico só não se julgou prejudicado no triunfo por 5 a 2 sobre o Goiás, reclamando no empate com o Bahia e nas derrotas para Grêmio e Bragantino. Nos dois últimos jogos, os atletas deixaram o campo revoltados.

Mano Menezes, técnico do Corinthians
Luís Moura/Gazeta Press
Mano Menezes, técnico do Corinthians

"Quando muitas pessoas enxergam da mesma maneira, algum fundo de razão deve ter. Quem está de fora, com imparcialidade, sem envolvimento emocional, é que tem de analisar o que mudou bastante nos últimos jogos. Alguma coisa está diferente. A gente vive nesse mundo há bastante tempo e sabe quando as coisas são só para um lado e quando são para o outro", afirmou Mano.

Na noite da última quarta, o gaúcho considerou irregular o gol do Bragantino, sem especificar se viu falta em Cássio ou em Guerrero. Em campo, houve ainda muita contestação de várias decisões de Leandro Bizzio Marinho, que chegou a ser derrubado por choque de Guerrero em suas costas - o lance tem semelhanças com o encontrão de Petros em Raphael Claus.

"É uma questão diretiva. Não cabe a nós ficar nos expondo. Caso contrário, parece que você está justificando a produção da equipe ou o resultado. Só sei que tive que acalmar os jogadores no fim do jogo. Penso que um dos enganos interferiu diretamente no resultado, mas cabe a quem analisa de forma imparcial emitir sua opinião", concluiu o treinador.

Mano acha que Corinthians criou para vencer

Mano Menezes não achou ruim a atuação do Corinthians na derrota por 1 a 0 para o Bragantino, no primeiro confronto entre as equipes pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O treinador reclamou de irregularidade no gol e, evidentemente, não deixou a Arena Pantanal totalmente satisfeito.

"Parcialmente satisfeito. Ou vão achar que perder é bom, né?", afirmou o gaúcho, que preferiu começar o jogo em Cuiabá com os titulares Fagner e Jadson no banco. Os substitutos Ferrugem e Renato Augusto não conseguiram um bom desempenho na capital de Mato Grosso.

"As substituições são normais em um grupo de qualidade como o nosso. Não penso que as alterações tenham interferido no rendimento da equipe, que jogou bem, criou várias oportunidades de gol claríssimas em um jogo contra um adversário que tem a tradição de marcar forte", comentou o técnico.

Ele julgou que o Corinthians "criou o suficiente para vencer", mas esse não foi o motivo de o placar ser considerado injusto. "Falar de justiça em futebol é bem difícil. Se você tem dez oportunidades e não faz e o adversário faz com duas oportunidades, ele tem mérito. Apenas acho que foi falta no lance do gol. Nesse aspecto, foi injusto."

Julgando seu time perseguido desde a suposta agressão do meia Petros ao juiz Raphael Claus, Mano procurou se conter nas queixas a Leandro Bizzio Marinho. Durante o jogo, mais uma vez, irritou-se muito. "Você viu errado. Não reclamei da arbitragem. Achei falta no lance. O árbitro achou diferente. Temos que encarar com normalidade."

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