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Gil e Elias foram convocados para a seleção brasileira e Guerrero e Lodeiro para Peru e Uruguai. Técnico já reclama

O Corinthians perderá quatro jogadores na próxima semana, todos convocados por suas seleções - o zagueiro Gil e o meio-campista Elias defenderão o Brasil de Dunga, enquanto o armador Nicolás Lodeiro estará a serviço do Uruguai e o centroavante Paolo Guerrero não conseguiu dispensa do Peru. Para o técnico Mano Menezes, os desfalques comprovam a necessidade de reforços.

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"Podemos até não ter prejuízos, mas cabe a mim, como homem que encabeça o planejamento técnico e tático da equipe, mostrar isso aos meus dirigentes. É o que faço sempre. O ideal é que estejamos preparados para circunstâncias como essas", comentou o treinador.

Antes, as cobranças de Mano se concentravam em mais um jogador para o ataque, com características parecidas com as de Guerrero. Nilmar, desligando-se do El Jaish (do Catar), virou o favorito para suprir a carência - apesar das dificuldades que a diretoria terá para chegar a um acordo salarial com o atleta.

Agora, no entanto, Mano tem demonstrado mais preocupação com a sua defesa. "Não esperávamos perder o Cleber ( transferiu-se para o Hamburgo, da Alemanha ), e ainda não tínhamos a convocação do Gil. Ou seja, são dois fatos novos. Tento antever essas questões, que podem acontecer em jogos decisivos, para os dirigentes", argumentou.

Com a saída de Cleber, Mano promoveu Anderson Martins ao time titular. O atleta ainda sofre com as faltas de entrosamento e de ritmo de jogo. As outras opções para a zaga são Felipe, contestado por torcedores, e o novato Pedro Henrique, que Mano Menezes ainda julga sem experiência suficiente.

Dessa maneira, o Corinthians passou a procurar também um novo zagueiro para compor o seu plantel. O ex-palmeirense Vilson, que se recupera de lesão no joelho no CT Joaquim Grava, e o ex-são-paulino André Dias, já sem contrato com a italiana Lazio, surgiram alternativas.

Ao mesmo tempo em que espera a chegada de mais jogadores, contudo, Mano tenta não desvalorizar aqueles com quem já conta. "Confio nos atletas que temos aqui", bradou, tentando não lamentar tanto os desfalques dos selecionáveis. "Obviamente, não é o ideal não poder utilizar parte dos seus principais jogadores, mas a realidade é essa. Teremos que saber nos comportar dentro dela", conformou-se.

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