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Das 357 bolas que foram às redes nos 170 jogos realizados até aqui, 82 saíram nos últimos 15 minutos de partida. Nenhum outro período dos duelos teve o placar alterado tantas vezes

Alexandre Pato marcou aos 42 minutos do segundo tempo o gol da vitória do São Paulo contra o Santos
William Lucas/Inovafoto/Gazeta Press
Alexandre Pato marcou aos 42 minutos do segundo tempo o gol da vitória do São Paulo contra o Santos

Se hoje falta qualidade técnica ao futebol brasileiro, os torcedores não podem reclamar que não há emoção em campo. Disputada no último final de semana, a 17ª rodada do Brasileirão 2014 comprovou uma tendência do campeonato nesta temporada: maioria, os gols marcados nos minutos finais vêm deixando as partidas imprevisíveis.

Das 357 bolas que foram às redes nos 170 jogos realizados até aqui, 82 saíram nos últimos 15 minutos, segundo dados da Footstats. O número corresponde a 23% dos gols anotados na competição. Nenhum outro período dos duelos teve o placar alterado tantas vezes como entre 30 e 45 minutos do segundo tempo.

No último domingo, os torcedores no Morumbi viram o Santos empatar o clássico contra o São Paulo aos 40 minutos da etapa final e, apenas dois minutos depois, a equipe da casa fazer 2 a 1. Da mesma forma, o Flamengo marcou duas vezes sobre o Criciúma, aos 32 e 36. A quantia seria ainda maior se o Goiás não tivesse desperdiçado pênalti diante do Cruzeiro nos acréscimos.

No sábado anterior, o Atlético-MG só definiu sua vitória sobre o Internacional somente aos 36 minutos. A equipe dirigida por Levir Culpi é a que mais se aproveita do "apagar das luzes". Foram oito gols marcados no terço final das partidas - mesma quantidade do arquirrival Cruzeiro. São Paulo e Corinthians fizeram sete. A maior vítima é o Criciúma, com nove tentos sofridos.

Diego Tardelli fez o gol da vitória do Atlético-MG sobre o Internacional
Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro
Diego Tardelli fez o gol da vitória do Atlético-MG sobre o Internacional

Entre as principais razões para tanta movimentação nos finais dos jogos, está o relaxamento. Foi essa a bronca do técnico Oswaldo de Oliveira, do Santos, em seus jogadores depois da derrota para o São Paulo.

"Faltou atenção, é claro. O time vinha marcando bem, forçamos para chegar ao gol. As jogadas estavam fluindo até sair o pênalti. Aí, com aquela sensação de alívio, acabamos desperdiçando o ponto que seria muito importante", lamentou Oswaldo.

Mesmo a segunda faixa de tempo mais movimentada mostra que os instantes finais dos jogos estão emocionantes: foram 68 gols marcados entre os 15 e os 30 da segunda etapa. Os períodos entre os 30 e 45 minutos do primeiro tempo, assim como os 15 iniciais do segundo, tiveram 58 bolas na rede cada.

O período em que menos gols foram marcados é entre os 15 e 30 minutos do primeiro tempo: 45. Nos 15 minutos iniciais do jogo, 46.

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