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Treinador do São Paulo foi cobrado por Carlos Miguel Aidar após eliminação para o Bragantino na Copa do Brasil. No domingo, equipe encara o Palmeiras no Pacaembu

Muricy Ramalho reconheceu mais uma vez que o São Paulo está deixando a desejar nesta temporada. Após a eliminação da Copa do Brasil para o Bragantino em pleno Morumbi e a dois dias de um clássico contra o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro , o treinador disse aceitar as críticas do presidente Carlos Miguel Aidar e afirmou que sua paciência com o time também está acabando. Mas deixou claro que isso não adianta.

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"É duro, não é fácil. Não pode perder jogo assim como perdemos. Tem razão, não só ele (presidente Carlos Miguel Aidar), todo mundo. Mas é assim. Futebol, não adianta, a paciência acaba, mas você tem que continuar. Não acabou o campeonato. Nós estamos no quinto lugar e se todas as vezes que você perder a paciência no futebol for fazer alguma coisa, acaba o futebol", falou Muricy.

"Isso aí (perder a paciência) não é só ele (Aidar), eu também. Então isso aí é uma coisa natural. Você perde a paciência, mas não pode perder o comando. Sou muito realista com as coisas. Tem que aceitar. Joga como jogou quarta-feira e eu vou falar o quê?", prosseguiu o técnico.

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Na última quinta, Aidar afirmou que sua paciência com a equipe irá durar mais duas semanas, mas não deixou claro o que acontecerá se não houver reação. Já o treino desta sexta-feira foi antecedido por uma conversa do vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro com o elenco no CT da Barra Funda. O dirigente esteve lá para fazer cobranças, principalmente com relação à derrota por 3 a 1 para o Bragantino, e também para manifestar seu apoio aos atletas.

"É importante o apoio da diretoria aos jogadores porque depois de uma eliminação dura como foi são fundamentais palavras de incentivo. Claro que a gente tem que mostrar isso dentro de campo. É uma coisa de rotina", afirmou Muricy.

O treinador disse ainda que também irá conversar com seus comandados para passar confiança para o clássico. Ele falou também que espera que o técnico palmeirense Ricardo Gareca, que ainda não venceu no Brasileirão, tenha a oportunidade de colocar seu trabalho em prática. Confira:

Como fazer para eliminação não afetar?

Primeiro, tem que trabalhar, conversar com os jogadores. Nesse momento a gente sabe que o jogador fica inseguro e é o trabalho do técnico dar força para os jogadores e preparar. Claro que tem pouco tempo, só dois treinos, mas é isso mesmo: falar com os jogadores e dar informações sobre o adversário, sobre o que tem que fazer. Para esquecer, claro que não se esquece tão fácil assim, mas é dentro do campo. Na hora que a bola rolar você esquece tudo que aconteceu na quarta-feira. Mas agora é um campeonato longo, que a gente não está muito longe da classificação, estamos lá perto no bolo e é isso que a gente tem que pensar. Que a gente tem chances reais nessa competição.

Medo de ser demitido?

Eu não me asseguro mais em emprego, não estou mais nessa fase. Não precisa alguém falar pra mim o que eu devo fazer. Se eu não me sentir bem eu saio. Claro que estamos oscilando demais, no domingo a gente estava feliz, ganhou por 3 a 1, e na quarta aquele desastre. Estamos oscilando demais, não estamos dando a resposta que temos que dar. A gente sabe que futebol tem que ganhar.

Importância do clássico

Toda vez que tem um clássico tem essa pergunta. Faz parte da história do futebol, se ganhar é bom, se perder é ruim. Clássico é importante em qualquer época, não importa o momento. Ganhar clássico é sempre importante.

Kardec joga, Michel Bastos fora

Ele (Kardec) começou a treinar quase agora no final da semana. A gente teve pouco contato, mas é claro que sempre um jogador quer jogar um clássico. Clássico é sempre importante na história do jogador. Sobre o Michel Bastos, não tem condição nenhuma. Ele estava parado. O cara tem que se preparar para jogar.

Mais tempo a Gareca

Como todo começo de treinador em outro país, e eu também já treinei fora do país, não é fácil. Tem problema de adaptação, a logística faz a diferença, os lugares que ele está indo para ele novidade. Então tem que dar tempo. Esses treinadores têm que primeiro se acostumar com os lugares para depois começar a render. Tem que ter paciência com o treinador, principalmente de fora.

Lúcio e Kardec espiões?

Quando um jogador esta há muito tempo num clube e trabalha com o mesmo treinador, o que não é o caso, esses jogadores não trabalharam nem comigo nem com o Gareca, aí não ajuda muito. O Palmeiras mudou muito com os estrangeiros, aí não dá pra ter informação. A não ser que ele tenhaficado muito tempo no clube, aí o treinador pode pedir alguma coisa, mas eu não sou muito chegado nisso.

Paciência acabando

É duro, não é fácil. Não pode perder jogo assim como perdemos. Tem razão, não só ele (presidente Carlos Miguel Aidar), todo mundo. Mas é assim. Futebol, não adianta, a paciência acaba, mas você tem que continuar. Não acabou o campeonato. Nós estamos no quinto lugar e se todas as vezes que você perder a paciência no futebol for fazer alguma coisa, acaba o futebol. Isso aí não é só ele (Aidar), eu também. Então isso aí é uma coisa natural. Você perde a paciência, mas não pode perder o comando. Sou muito realista com as coisas. Tem que aceitar. Joga como jogou quarta-feira e eu vou falar o quê?

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