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Goleada de 5 a 2 sofrida para o América-RN, na noite de quarta-feira, custou a eliminação na Copa do Brasil

Max marcou um dos cinco gols do América/RN sobre o Fluminense
Alexandre Loureiro/Inovafoto/Gazeta Press
Max marcou um dos cinco gols do América/RN sobre o Fluminense

A diretoria do Fluminense já dá sinais de irritação com a maneira como o técnico Cristóvão Borges se manifesta após alguns resultados negativos. A boa campanha no Campeonato Brasileiro vinha gerando um clima de cordialidade entre as partes. Porém, após dois maus resultados, problemas parecem surgir. A improvável goleada de 5 a 2 sofrida para o América-RN, na noite de quarta-feira, custou a eliminação na Copa do Brasil em pleno Maracanã, em um dos maiores vexames da história do time carioca.

Cristóvão Borges concedeu uma entrevista coletiva após a partida e se recusou a tratar o resultado como vexame. Além disso, negou que o Fluminense esteja ficando previsível. "Vexame, não. Posso dizer que foi decepcionante, o sentimento que todos nós estamos sentindo. Sobre ficar previsível, não entendo desta maneira. Qualquer equipe que se destaca tem dificuldades e conosco não é diferente", analisou.

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O pensamento foi totalmente contrário ao do presidente Peter Siemsen, que usou o site oficial do Fluminense para reafirmar que o resultado é inadmissível e alertar que não vai aceitar situações semelhantes na sequência do Campeonato Brasileiro. "Foi uma noite triste para o clube e para a instituição, muito dura para o torcedor. E eu, tal qual todos os torcedores, sou um torcedor apaixonado e realmente me senti muito mal aqui no Maracanã nesta quarta-feira. É inadmissível o resultado da forma como foi", declarou.

Essa não foi a primeira vez que as declarações de Cristóvão repercutiram mal. Após o empate por 1 a 1 com o Coritiba, no sábado passado, no Maracanã, quando Fluminense perdeu uma excelente oportunidade de encostar no líder Cruzeiro, o técnico defendeu seu estilo de levar o time ao ataque mesmo com o Fluminense liderando o placar. Naquela ocasião, a diretoria não se manifestou, mas alguns conselheiros criticaram a maneira como o time ficou exposto.

Problemas na defesa

O vexame diante do América-RN mostrou a fragilidade da zaga reserva do Fluminense, composta por Fabrício e Elivelton. O primeiro, inclusive, foi muito hostilizado pelos torcedores, mas defendido por Cristóvão. "Futebol é um jogo coletivo e ninguém teve atuação convincente", disse Cristóvão.

Mas o setor vem sofrendo muito. Gum, que se submeteu a uma cirurgia por conta de fratura na fíbula da perna esquerda, só deverá voltar a jogar no fim de novembro. Já Henrique vem sofrendo com dores no joelho esquerdo por conta de desgaste muscular, o que não lhe permite jogar todos os jogos. O resultado disso é que a diretoria está procurando um reforço para o setor, mas as opções são poucas. "Estamos procurando um jogador", avisa Cristóvão, sem citar nomes.

Fluminense tenta deixar o vexame de lado para focar no clássico com o Botafogo, às 18h30 (de Brasília), neste domingo, no Estádio Mané Garrincha, pelo Brasileirão.

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