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Inglaterra, Espanha e Alemanha deixam a Itália para trás e dominam qualquer lista de finanças da bola, uma supremacia que reflete dentro de campo

Lá se vão quatro anos sem a presença de um clube italiano nas semifinais da Liga dos Campeões . Um jejum que começou após o título da Internazionale , em 2010, e que não deve terminar na próxima temporada. Seja o critério futebolístico ou financeiro, Inglaterra, Espanha e Alemanha são hoje as três maiores forças do futebol na Europa e, consequentemente, no mundo. A França, com o rico PSG , e Portugal, com os ótimos negociantes Porto e Benfica , já ameaçam a posição da Itália.

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No ranking de clubes da Uefa, a Itália foi superada em 2011 pela Alemanha, o que custou aos clubes da Bota uma vaga na Liga dos Campeões. Em 2014, a Itália caiu mais um posto, ultrapassada por Portugal. Não perdeu outra vaga nas competições europeias, mas viu o prestígio de seu futebol diminuir um pouco mais.


Na lista de ligas mais rentáveis do mundo, o Campeonato Italiano figurou em quarto lugar no último levantamento, referente à temporada 2012/13. A Série A italiana movimentou € 1,68 bilhão, contra € 2,95 bilhões do Campeonato Inglês , € 2,11 bilhões do Alemão e € 1,86 bilhão do Espanhol .

Em julho deste ano, a revista Forbes divulgou a lista de clubes mais ricos do mundo e fortaleceu a ideia de que a Itália ficou para trás. O Real Madrid é o clube mais caro do mundo, avaliado em US$ 3,44 bilhões. Na sequência aparecem Barcelona (US$ 3,2 bilhões), Manchester United (US$ 2,81 bilhões), Bayern (US$ 1,85 bilhão), Arsenal (US$ 1,33 bilhão), Chelsea (US$ 868 milhões) e Manchester City (US$ 863 milhões). Só então surgem Milan (US$ 856 milhões) e Juventus (US$ 850 milhões).

Os italianos até se valorizaram desde 2011: o Milan cresceu 2,1%, e a Juventus, 35%. Mas isso é pouco se comparado aos rivais. O Barcelona teve uma valorização de 228,2%, contra 145,7% do Real Madrid e 50,75% do Manchester United.

Crise italiana

Francesco Guidolin, ex-técnico da Udinese e atualmente supervisor técnico do grupo que controla o clube, resume o drama do futebol italiano. “O porquê de estarmos penando não é uma razão técnica. O problema é quase exclusivamente econômico. Os melhores jogadores foram embora, atraídos pelo dinheiro e pela atmosfera de outros países. Lá fora eles ganham mais e sofrem menos pressão”, disse ele recentemente ao jornal Corriere Dello Sport .

Demetrio Albertini, vice-presidente da Federação Italiana de Futebol, concorda com Guidolin e afirma que se faz necessária uma reformulação profunda no futebol italiano. "Precisamos decidir o que queremos ser: um campeonato que revela talentos para ligas estrangeiras ou um sistema de primeira categoria”.

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