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Ex-presidente do Corinthians está sendo acusado pelo Ministério Público de não pagar impostos entre 2007 e 2010

Acusado pelo Ministério Público Federal de crime fiscal, o ex-presidente do Corinthians , Andrés Sanchez, fez questão de se defender publicamente. Denunciado junto aos dirigentes Roberto de Andrade, André Luiz de Oliveira e Raul Corrêa da Silva, o mandatário alvinegro em 2010 afirmou que o impasse financeiro assola a maioria dos clubes brasileiros, mas garantiu que as pendências financeiras estão sendo quitadas pelo clube.

"Quanto aos impostos, infelizmente, a situação é de todos os clubes. Porém, o Corinthians já fez um acordo junto com a Receita Federal e está pagando os atrasos, sem problema nenhum. Os alvinegros podem ficar tranquilos. E os antis, choram", ironizou, em seu perfil no Twitter.

Adiante, Sanchez culpou o "aumento" da repercussão do caso e se antecipou à Lei de Responsabilidade Fiscal. "Infelizmente, quando o assunto é Corinthians, tudo se aumenta para o mal. O Congresso está discutindo tais questões, mas antes da LRF ser aprovada, o Timão já havia firmado acordo com a Receita. Ou seja, não tem nada afundando. E, simplesmente, não preciso estar no dia a dia do clube agora", dialogou o ex-presidente, que garantiu: "Jamais deixarei o clube, a Arena ou qualquer outra coisa do meu time de coração na mão".

Segundo informações do Ministério Público, o valor do débito, incluindo juros e correção, é de R$ 94,3 milhões. Se forem condenados, os quatro dirigentes podem receber pena de dois anos de prisão, além de multa. Quando questionado sobre a situação, o diretor jurídico do clube, Luiz Alberto Bussab, expôs que a renúncia de Andrés ao cargo de administrador da Arena Corinthians não tem a ver com o caso.

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