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Com 100% das receitas bloqueadas, clube carioca vai saber na próxima quinta-feira se a situação poderá ser revertida

Maurício Assumpção, presidente do Botafogo, espera pagar em breve o que deve ao elenco do time
Fabio Castro/Agif/Gazeta Press
Maurício Assumpção, presidente do Botafogo, espera pagar em breve o que deve ao elenco do time

O Botafogo só volta a jogar pelo Campeonato Brasileiro no próximo domingo. Porém, a semana promete ser decisiva para o futuro do clube por conta de assuntos que passam longe das quatro linhas. Com 100% das receitas bloqueadas, o clube vai saber na próxima quinta-feira se a situação poderá ser revertida.

O Tribunal Regional do Trabalho vai julgar o recurso do Botafogo, que pretende retornar ao Ato Trabalhista. Se isso acontecer, parte da receita deve ser desbloqueada e será possível começar a pagar os salários atrasados dos jogadores, que já estão há três meses sem receber seus vencimentos e há cinco sem ganhar direito de imagem.

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"É fundamental para o Botafogo voltar ao Ato Trabalhista. Do jeito que está é inviável. Não se pode dirigir um clube com 100% de sua receita bloqueada. Não estamos querendo perdão e sim pagar de uma maneira possível", disse o presidente Maurício Assumpção, que metaforicamente ameaçou deixar a competição em uma reunião com a presidente Dilma Rousseff.

Caso o clube consiga voltar ao Ato Trabalhista é possível colocar a mão em cerca de R$ 70 milhões bloqueados. Porém, a maior parte estará comprometida para o pagamento dos atrasos, pois a diretoria deseja colocar os salários e direitos de imagem, além de algumas premiações pendentes, em dia.

Eleições alvinegras

Também esta semana a Junta Eleitoral vai se reunir para definir as datas do processo eleitoral do clube, que acontecerá no mês de novembro. O atual presidente, pelo estatuto, não pode concorrer. Alguns nomes estão sendo ventilados, porém, dependem da confirmação de chapa. O encontro, que deve acontecer na quarta-feira, vai impulsionar inclusive a definição de nomes.

Dentre os possíveis candidatos aparecem alguns nomes de peso. Durcésio Mello, empresário do ramo de aviação, tem apoio de Carlos Augusto Montenegro e pode, inclusive, ser apoiado pela situação, caso um nome melhor não seja encontrado por Maurício.

Carlos Eduardo Pereira, que fez parte da diretoria de Assumpção, Antonio Carlos Mantuano, uma espécie de eterno candidato, o deputado estadual Vinícius Assumpção, que representa o Movimento Carlito Rocha, Marcelo Guimarães, ex-vice de Marketing e do grupo 'O Grande Salto', são alguns nomes ventilados.

Atuantes na gestão de Bebeto de Freitas, o empresário Manoel Renha e o economista escocês Cláudio Good estudam a formação de uma chapa, que poderia, inclusive, ter o apoio de Bebeto. Até o capitão do tricampeonato em 1970, Carlos Alberto Torres, cogitou ser candidato, mas desejaria ser nome de consenso, algo pouco provável.

Ainda na quinta-feira os Conselhos Deliberativo e Fiscal do alvinegro vão se reunir para ouvir informações de Maurício Assumpção sobre a crise financeira e sobre as denúncias de que uma empresa ligada a sua família recebia parte da receita de patrocínio do clube. O caso gerou grande repercussão na mídia, porém, vem sendo minimizada pela diretoria.

Dentro de campo, o elenco se reapresenta nesta terça-feira e inicia a preparação, em tempo integral, para o duelo de domingo contra o Atlético-PR, às 16h (de Brasília), na Arena da Baixada, em Curitiba (PR), pelo Brasileirão.

Para este compromisso o técnico Vagner Mancini vai poder contar com o retorno do volante Aírton, que cumpriu suspensão por conta de acúmulo de cartões amarelos. Além disso, a diretoria ainda luta para colocar em condições o meio-campista peruano Luis Ramírez, de 29 anos, contratado por empréstimo junto ao Corinthians.

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