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Atacante são-paulino disse que trabalha forte no clube do Morumbi e que o mais especial ainda está por vir

Antes de deixar o campo do Estádio Santa Cruz, ao final da vitória por 2 a 1 sobre o Bragantino, Rogério Ceni foi até Alexandre Pato e falou rapidamente com o companheiro de São Paulo , autor do segundo gol da partida, em cobrança de pênalti. Segundo o goleiro, a conversa foi um alerta para que o atacante tenha mais motivação e não desperdice sua qualidade.

"Disse a ele para não jogar fora todo o potencial que ele tem, porque são poucos os atletas que têm o potencial técnico dele. Mas ele tem que querer a cada dia mais, porque só a técnica, no futebol, não vence", disse o camisa 1, antigo desafeto de Pato, na época em que o hoje atacante são-paulino defendia o Corinthians.

Informado que o capitão havia revelado o tom da conversa, o atacante discordou que lhe falte motivação. "Jamais. Trabalho desde pequeno. Não saí de casa à toa. Minha mãe chora até hoje, sempre me pega e fica comigo quando vou para casa. Jamais. Todo dia me esforço, quero ser campeão. Consegui alguns títulos na minha curta carreira, mas o mais especial está por vir, que é pelo São Paulo", rebateu.

O conflito de declarações se deu pouco depois de Ceni ter dado a Pato a permissão de cobrar, aos 31 minutos do segundo tempo, o pênalti sofrido pelo lateral esquerdo Álvaro Pereira. O goleiro é o batedor oficial da equipe, mas disse ter aceitado o pedido porque o atacante estava confiante e poderia ganhar mais confiança depois de muito tempo sem marcar um gol.

"Eu me lembro de um jogo em que o Pabón falou que pediu para bater e ele deixou. Eu estava amarrando a chuteira, e ele passou perto de mim. Se não tivesse passando perto, eu não ia pedir. Mas eu estava confiante e queria bater", justificou o jogador de 24 anos, que não concorda com as críticas que recebe fora do clube.

"Estou trabalhando bastante. Sei das cobranças, mas as mais importantes, as que eu escuto, são daqueles que estão trabalhando diretamente, nos treinamentos, viagens, concentrações. Tenho que escutar ao máximo eles e meu professor", falou o comandado do técnico Muricy Ramalho.

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