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Clube argentino enfrentará o Nacional do Paraguai na decisão. Segundo jogo é no Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires

Meia do San Lorenzo, Ignacio Piatti tenta passar pela marcação de Eguino, do Bolívar
Juan Karita/AP
Meia do San Lorenzo, Ignacio Piatti tenta passar pela marcação de Eguino, do Bolívar

Na altitude de La Paz veio a confirmação de um feito histórico do San Lorenzo. A festa deve tomar as ruas de Buenos Aires durante a noite, mas também deve animar a Praça de São Pedro, no Vaticano. Após a goleada por 5 a 0 no primeiro jogo, a equipe argentina perdeu apenas por 1 a 0 nesta quarta-feira para o Bolívar, no estádio Hernando Silas. Desta forma, o clube de coração do Papa Francisco alcançou a final da Libertadores pela primeira vez na história.

A missão do Bolívar era muito complicada, por isso o time da casa usou de todas as armas possíveis para tentar reverter a enorme vantagem argentina. A torcida fez sua parte, lotou o estádio Hernando Silas e pressionou os jogadores adversários. Além da tradicional altitude de La Paz, os visitantes ainda encontraram o gramado em péssimas condições para o duelo desta terça.

Para tentar aproveitar a pressão da torcida, o Bolívar não demorou a ir para cima do adversário. Já aos cinco minutos do primeiro tempo, em rápida escapada pela esquerda, Capdevilla mandou uma bomba e carimbou a trave. A pressão continuou nos lances seguintes, até que o San Lorenzo conseguiu respirar com Blandi, que obrigou boa defesa do goleiro adversário.

Após o domínio de um animado Bolívar no início, o jogo passou a ficar mais equilibrado no fim da etapa inicial. Com experiência, os argentinos seguravam a bola no ataque e gastavam o tempo. O time da casa chegava com perigo, mas não acertava a pontaria. O empate sem gols irritou a torcida local, que arremessou objetos contra os argentinos no gramado na saída para o intervalo.

Na volta para o segundo tempo, o Bolívar perdeu a melhor chance já na primeira chegada ao ataque. Antes de completar o primeiro minuto, Callejón cruzou da direita, Arce recebeu do outro lado, que rolou para Chávez, mas o meio-campista não aproveitou. O drama continuou e aí apareceu o melhor jogador em campo: Torrico, goleiro do San Lorenzo, que fez lindas defesas.

Para o consolo da torcida local, os anfitriões ainda mararam o gol de honra aos 46 minutos do segundo tempo. Capdevilla fez a jogada pela esquerda, a zaga do San Lorenzo não conseguiu afastar e Yecerotte apareceu para completar para o fundo das redes. Era a honrosa despedida de um surpreendente Bolívar na edição de 2014 da Libertadores.

Algoz do Botafogo na primeira fase e do Cruzeiro nas quartas de final, o San Lorenzo escreve um capítulo importante de sua história. Depois de alcançar a fase semifinal em três ocasiões, 1960, 1973 e 1988, o tradicional time de Buenos Aires chega à decisão continental. A briga pelo título será contra o Nacional, do Paraguai, que passou pelo uruguaio Defensor.

FICHA TÉCNICA
BOLÍVAR 1 X 0 SAN LORENZO

Local: Estádio Hernando Silas, em La Paz (Bolívar)
Data: 30 de julho de 2014, quarta-feira
Horário: 21h15 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Alfredo Vera (Equador)
Assistentes: Christian Lescano e Byron Romero (ambos do Equador)
Cartões amarelos: Cabrera, Capdevilla (Bolívar), Torrico, Cetto, Blandi e Ortigoza (San Lorenzo)

Gol: BOLÍVAR: Yecerotte, aos 46 minutos do segundo tempo

BOLÍVAR: Romel Quiñónez; Ronald Eguino (Yecerotte), Nelson Cabrera, Luis Gutierrez e Lorgio Álvarez; José Luiz Chávez, Capdevilla, Victor Córdoba (Rudy Cardozo) e Juan Callejón (Rodas); Carlos Tenorio e Juan Carlos Arce
Técnico: Xabier Azkargorta

SAN LORENZO: Sebastián Torrico; Prósperi, Mauro Cetto (Fontanini), Santiago Gentiletti e Emanuel Más; Héctor Villalba, Néstor Ortigoza, Juan Mercier, Ignacio Piatti (Kanermann) e Leandro Romagnoli (Barrientos); Blandi
Técnico: Edgardo Bauza

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