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Clube está devendo salários e direitos de imagem aos atletas, que protestaram antes do clássico contra o Flamengo

Maurício Assumpção, presidente do Botafogo, vê o clube mergulhado em uma grave crise
Fabio Castro/Agif/Gazeta Press
Maurício Assumpção, presidente do Botafogo, vê o clube mergulhado em uma grave crise

Seis derrotas, três empates, três vitórias e 12 pontos. Essa é a campanha do Botafogo no Campeonato Brasileiro de 2014, com 12 rodadas já disputadas. Situação muito diferente da vivida pelo clube em 2013. Na mesma ocasião, o time do então técnico Oswaldo de Oliveira, hoje no Santos, aparecia na vice-liderança do Brasileirão, com o dobro de pontos somados. O protesto público feito pelos jogadores no último domingo escancarou os problemas do Botafogo.

"Estamos aqui porque somos profissionais e por vocês, torcedores - 5 meses de imagem, 3 meses de carteira, FGTS", dizia o cartaz carregado pelos 11 titulares do Botafogo. Deles, o único a ter o salário em dia é o atacante Emerson Sheik, emprestado pelo Corinthians e com as despesas mensais pagas pelo clube ao qual pertencem seus direitos.

Essa não foi a primeira menção pública feita pelos jogadores neste ano. Em 2 de abril de 2014, o Botafogo enfrentaria o Unión Española, no Maracanã, no então jogo mais importante da temporada, válido pela fase de grupos da Libertadores. Derrota por 1 a 0 e a consequente eliminação após um revés por 3 a 0 para o San Lorenzo. Na época, deu-se a entender de que os protestos, que começaram no sábado anterior ao jogo, desviaram o foco dos jogadores e culminaram com a desclassificação. Quase quatro meses depois, a diretoria segue com os mesmos problemas financeiros e o elenco segue sem conseguir apresentar um bom futebol.

A derrota por 1 a 0 no clássico contra o Flamengo, no último domingo, no Maracanã, deixou a equipe a dois pontos da zona de rebaixamento. Muito diferente de 2013, quando estavam com os mesmos 24 pontos do líder Cruzeiro e já haviam vencido os rivais Fluminense e Vasco e empatado com os rubro-negros em 1 a 1.

No fim do Campeonato Brasileiro de 2013, o carioca e quarto colocado Botafogo viu seus três arquirrivais nas últimas colocações da tabela de classificação: Vasco rebaixado, Fluminense salvo graças à Justiça (em punição à Portuguesa pela escalação irregular de um jogador) e Flamengo em 16º. Agora, terá que lutar dentro e fora de campo para que a situação não saia do controle e o time reaja no Brasileirão.

O próximo compromisso é contra o líder Cruzeiro, no sábado, às 18h30, no mesmo Maracanã do clássico, em partida válida pela 13ª rodada do campeonato nacional. Um revés, combinado com vitória do Coritiba ou do Flamengo, colocará o clube na zona de rebaixamento.

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