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Greg Dyke contesta a composição da associação que preside e diz que mudanças são mais do que necessárias

Reuters

"Esmagadoramente masculina e esmagadoramente branca”. Assim o presidente da FA (Football Association, a federação de futebol da Inglaterra), Greg Dyke, descreveu sua própria organização neste sábado, afirmando ainda que a entidade precisa mudar.

Em uma mensagem de vídeo pré-gravada à Federação de Apoiadores do Futebol, Dyke, ex-diretor da rede BBC que assumiu o lugar de David Bernstein um ano atrás, disse que a FA corre o risco de se tornar "irrelevante".

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Greg Dyke, presidente da FA: muitos homens e muitos brancos, diferente do que ocorre no mundo
Tom Dulat/Getty Images
Greg Dyke, presidente da FA: muitos homens e muitos brancos, diferente do que ocorre no mundo

"Se vocês observarem quem torce e quem joga futebol e depois olhar o conselho da FA, ela não os representa”, disse Dyke à BBC. “Ela ainda é esmagadoramente masculina e esmagadoramente branca em um mundo que não é esmagadoramente masculino e esmagadoramente branco, e de alguma forma isso tem que mudar. Mas não estamos sozinhos, os fãs têm que tentar mudá-lo também”.

O conselho da FA consiste de cerca de 120 membros dos círculos amador e profissional do esporte e auxilia na elaboração de políticas para a entidade.

Os comentários de Dyke, que outrora acusou a BBC de ser “detestavelmente branca”, vêm na esteira de críticas à falta de diversidade da Federação Inglesa de Futebol da parte de pessoas como o ex-zagueiro da seleção inglesa Sol Campbell.

Em sua biografia, lançada este ano, Campbell afirmou que, se fosse branco, teria capitaneado a Inglaterra durante dez anos. “Temos que ver como envolver a população da Inglaterra do século 21 e a mistura que ela tem”, declarou Dyke. “Se continuarmos assim – velhos brancos – iremos nos tornar cada vez mais irrelevantes".

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