Tamanho do texto

José Carlos Peres, conhecido por ser diretor executivo do G4 paulista, será candidato do grupo de oposição em dezembro

Único grupo político a confirmar o seu pré-candidato, a ONG Santos Vivo concentra as atenções para os próximos passos visando o cargo presidencial, a ser votado no fim do ano. A quinta matéria da série especial do iG Esporte sobre a política traz a abordagem do grupo de oposição que apoia o ex-presidente Marcelo Teixeira.

Recentemente, a ONG Santos Vivo confirmou José Carlos Peres como pré-candidato. Ele é bastante conhecido dentro do clube por ter participado da criação da sub-sede do clube em São Paulo e encabeçado o projeto de unificações dos títulos do Campeonato Brasileiro a partir de 1959.

Peres também é fundador da ONG Santos Vivo criada em 2000, mas que durante alguns anos se manteve inativa e voltou às atividades no apenas no fim de 2012. Com o objetivo de aumentar o número de associados, o grupo trabalha para "aprimorar e finalizar as propostas e iniciar, enfim, a campanha".

À reportagem, o presidente da ONG Marcello Monteiro falou sobre as principais mudanças e propostas. "Queremos um clube sólido, acessível, que seja modelo de administração e de gestão. No campo, queremos um time que entre para disputar o título e não apenas para ser mais um participante.

Líder de rejeição entre os oposicionistas, o Comitê de Gestão, da forma que é representado hoje, é também criticado pelo grupo. "A ideia do Comitê Gestor foi boa na sua origem, mas se perdeu do conceito original, quando conferiu poder de veto aos gestores. O sócio do clube vota em um presidente, vice-presidente e em sócios que farão parte do Conselho Deliberativo. O Comitê Gestor, escolhido pelo presidente eleito, jamais poderia vetar as decisões deste, até porque, o órgão fiscalizador do clube é o Conselho Deliberativo para o caso de uma ingerência presidencial. Mais que isso o Conselho Gestor não poderia (e não deveria) ter membros que integrassem qualquer grupo que tenha ações ou interesses econômicos no clube ou em atletas do clube. Nos moldes atuais, o Conselho Gestor é nefasto ao clube", declarou.

"Queremos que o sócio participe da administração do clube, com propostas passíveis de realização. Não vamos fazer milagres, não prometemos nada. Queremos fazer uma gestão limpa, clara, acessível e real. Nossas propostas estão sendo debatidas e aperfeiçoadas de acordo com a participação dos nossos torcedores que se dispõe e que desejam participar. A Ong Santos Vivo sempre foi aberta e não tem nada a esconder", acrescentou.

Reprovado na noite na última quinta-feira, o voto à distância não é um problema para ONG Santista. No entanto, a associação foi contra à implementação dele no processo eleitoral desde ano por entender que não havia garantias.

"Não somos contra a nenhum processo que facilite ao sócio do clube a participação no pleito. O que não vamos tolerar e nem permitir, é a imposição de uma medida que sequer foi debatida com o verdadeiro interessado na questão: o sócio do clube. Para a implantação do voto a distância, precisamos de um estudo minucioso de viabilidade, de cabimento, de procedimento e principalmente de segurança. Não há que se falar em “voto a distância para a eleição de 2014” sem que todos os parâmetros estejam exaustivamente estudados, testados e garantidos. Pelo “bem da democracia” e pelo bom senso, seria muito melhor que o voto a distância fosse minuciosamente estudado, amplamente debatido, exaustivamente testado e implementado para o pleito de 2017. Todos sairiam ganhando", argumentou.

Com tanta polêmica dentro do clubes meses antes de o Santos conhecer o próximo presidente, A ONG Santos Vivo não economiza nas palavras ao analisar a adminstração que hoje gerencia.

"Você considera essa desordem administrativa e financeira no clube e o racha interno do grupo que assumiu o clube em 2011 como “modelo de administração”? Eu não. O cenário interno do clube hoje é triste, indecente e não pode ser admitido. De um lado temos esse grupo da situação que, de acordo com as últimas medidas tomadas, quer se perpetuar no poder a todo custo. De outro lado estão os diversos grupos de oposição, que se individualizaram e se aglutinaram de acordo com suas afinidades, mas que em sua maioria, também já fizeram parte do poder. E temos a Ong Santos Vivo que pela primeira vez desde sua criação, decidiu participar do pleito de forma direta. Uma coisa é certa: esse grupo que está no poder precisa sair, pelo bem do Santos FC. E o futuro está nas mãos dos sócios. O sócio do Santos tem que mudar isso em dezembro de 2014, É uma questão de cuidar e proteger aquilo que amamos. O Santos não pode ficar nas mãos de incompetentes.E é hora de retomarmos o que é nosso", concluiu.

Confira na íntegra a carta de apresentação do grupo divulgada no site da associação:

“Somos torcedores do Santos Futebol Clube, um dos mais tradicionais clubes do mundo, tendo entre suas conquistas dois Campeonatos Mundiais, três Taças Libertadores da América, uma Conmebol, uma Recopa Sul-americana, nove Títulos Nacionais, 20 Campeonatos Estaduais e dezenas de torneios pelo mundo todo. Nesse clube desfilaram alguns dos maiores jogadores de todos os tempos, entre eles o maior de todos, o Edson Arantes do Nascimento, o nosso Rei Pelé, reconhecido em todas as partes do Mundo.

O seu maior patrimônio, continua sendo o seus quase oito milhões de torcedores espalhados pelo planeta, completando assim a mística dessa grande marca.
A proposta da ONG Santos Vivo é realizar uma verdadeira revolução, unindo forças, implantando o sentimento da honestidade, transparência, competência e acima de tudo liderança.

Nosso maior desafio é aglutinar o maior número de afiliados, conquistar resultados a médio e longo prazo, através da realização dos vários projetos tangíveis. Portanto, aproveitamos para convidar todos os santistas que realmente amam o clube, para que não deixem de participar desta cruzada histórica, cujo resultado será o resgate do maior time das Américas do século XX”.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.

    Notícias Recomendadas