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"Vou valorizar os jogadores que estão aqui, pois é esse grupo que pode tirar o Flamengo desta situação", disse o técnico

O novo técnico do Flamengo , Vanderlei Luxemburgo, concedeu sua primeira entrevista coletiva no cargo nesta manhã de quinta-feira, um dia depois de ter sido anunciado na vaga de Ney Franco, que não resistiu aos 4 a 0 sofridos diante do Internacional.

Luxemburgo diz que não poderia rejeitar Flamengo: "Não é convite, é convocação"

Aparentando tranquilidade, Luxa usou o bom humor em diversas respostas, sem fugir de nenhuma pergunta. A alegria, segundo ele, é pelo que chamou de convocação: "Tive algumas sondagens desde a minha saída do Fluminense, no ano passado, mas preferi não aceitar. Quis dar um tempo com a família, estudar ainda mais o futebol. Trabalhei como comentarista na Copa do Mundo e agora chegou o momento de voltar. Acredito que o Flamengo tem plenas condições de sair desta situação, pois se não acreditasse não estaria aqui".

O treinador não quis falar sobre as possíveis dispensas do lateral-esquerdo André Santos e do meia Elano. O treinador apenas ressaltou que essas situações estão sendo resolvidas pela diretoria, nas não se estendeu sobre o assunto. Porém, fez questão de valorizar o elenco do Flamengo e não pediu reforços.

"Os jogadores do Flamengo precisam entender que podem pensar em algo positivo daqui para frente, que o passado ficou para trás. A derrota ofusca muitas coisas boas e faz com que as pessoas se esqueçam do que aconteceu há pouco tempo. Esse grupo conquistou a Copa do Brasil e o Campeonato Carioca. Falam que eles estão velhos, que o grupo está velho, que treinador no Brasil fica velho, mas jornalista velho fica mais sábio. Portanto, vou valorizar os jogadores que estão aqui, pois é esse grupo que pode tirar o Flamengo desta situação. Se tiver reforços, vocês saberão por que buscam a informação, mas será um assunto tratado de forma interna", disse Vanderlei.

O treinador, que criticou as agressões a André Santos por parte de torcedores, pediu o apoio da torcida no clássico contra o Botafogo, neste domingo, às 18h30 (de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.

"Queremos a torcida conosco. Não apenas no jogo de domingo contra o Botafogo, mas no treino de sábado, na véspera. Quero ver os torcedores lá para fazerem uma bagunça com a gente, jogarem o elenco para cima, apoiarem. Quando assumi o Flamengo em 2010, faltavam onze rodadas na luta contra o rebaixamento e conseguimos. Agora faltam 27. O Flamengo quando foi campeão brasileiro (2009) virou o turno em décimo-terceiro lugar. Não estou falando que vamos brigar pelo título, mas vamos traçar metas de pontuação, como qualquer empresa", avisou Vanderlei.

O treinador tem consciência da pressão que vai existir sobre ele: "A pressão sempre vai existir e será maior sobre mim e sobre o Felipe Ximenes (diretor de futebol). Se tiver que colocar uma testa na frente será a minha. A maioria dos técnicos gostaria de estar no meu lugar. A situação é ruim, mas não é a realidade do Flamengo. Podemos mudar isso", disse Vanderlei, que terá o ex-atacante Deivid como auxiliar e Antônio Mello à frente da preparação física. Sem fugir de perguntas, ele explicou o fato de ter anunciado voto em Patrícia Amorim na eleição do clube, vencida pelo atual presidente Eduardo Bandeira de Mello. Vanderlei é sócio do Flamengo e pode votar nas eleições presidenciais.

"As pessoas que estão dirigindo o Flamengo são preparadas e entendem o que é uma democracia. Votei na Patrícia, mas isso não impede que eu possa trabalhar com o Bandeira. Acredito no trabalho que está sendo feito pela atual diretoria", finalizou Vanderlei.

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