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Técnico foi mantido no cargo mesmo após a goleada de 4 a 0 sofrida para o Internacional no último domingo

Ney Franco segue no comando do conturbado Flamengo
Divulgação/Flamengo
Ney Franco segue no comando do conturbado Flamengo

A decisão da diretoria do Flamengo de manter o técnico Ney Franco no cargo mesmo após a goleada de 4 a 0 sofrida para o Internacional, no último domingo, não foi apenas técnica. O presidente Eduardo Bandeira de Mello levou em consideração diversos fatores e, mesmo pressionado por diversos ex-presidentes e até por conselheiros de sua base aliada, optou por não mexer com o treinador. O primeiro aspecto que pesou foi a questão financeira, já que a multa rescisória de Ney Franco é de R$ 1 milhão, equivalente a dois meses de receita do treinador com salário, patrocinador e direitos de imagem.

Apesar de a diretoria do Flamengo garantir que o treinador tem acordo com o clube apenas com base na legislação trabalhista, seu contrato prevê multa rescisória, nos mesmos moldes do vínculo que ligava Mano Menezes ao clube. O treinador, hoje no Corinthians, teve de pagar aproximadamente este valor ao Rubro-Negro quando pediu demissão.

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Outra situação que fez com que Eduardo Bandeira de Mello descartasse a demissão de Ney Franco lhe foi apresentada por Felipe Ximenes, diretor executivo do departamento de futebol do clube e amigo do treinador. O dirigente mostrou ao presidente que demitir o técnico neste momento seria mostrar falta de planejamento, uma vez que o Rubro-Negro ficou 30 dias treinando durante a Copa do Mundo. Logo, seria preciso dar um crédito a Ney, senão poderia parecer desespero ou uma decisão tomada apenas para tranquilizar torcedores e conselheiros.

Por fim, pesou ainda a total falta de opções no mercado. Com o Flamengo ocupando a lanterna do Campeonato Brasileiro, a torcida e a imprensa não aceitariam um nome qualquer. Porém, existem poucos técnicos consagrados disponíveis na praça e até mesmo eles olhariam com ressalvas a possibilidade de dirigir neste momento o clube nesse momento. Tite, por exemplo, deverá ser anunciado em breve como técnico da seleção japonesa. Dunga, que era monitorado, acertou com a seleção brasileira.

Outra possibilidade seria apostar em algum nome com ligação histórica com o clube, porém, a maneira como Andrade foi demitido na gestão anterior e como Jayme de Almeida deixou o clube durante este mesmo Campeonato Brasileiro, incomodou muito gerações vitoriosas do clube. Críticas foram feitas por diversos ex-jogadores, como Júnior, Zico e Nunes.

Quem realmente deixou o clube foi Michel Assef, que entregou o cargo de vice-presidente de Relações Externas apenas duas semanas depois de ter assumido o lugar de Plínio Serpa Pinto, outro a se demitir. Assef tem ligações com os ex-presidentes que estão exigindo mudanças drásticas da atual diretoria do Flamengo, e sua permanência estava sendo mal vista por antigos aliados.

É com este cenário de incertezas que o Flamengo vai enfrentar o Botafogo no próximo domingo, às 18h30 (de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), pela 12ª rodada do Brasileirão.

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