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Ainda fora de forma, meio-campista pode ser relacionado para o confronto contra o Goiás. Elenco queria jogar no meio de semana para se recuperar de tropeço para o Chapecoense

Pode até ser benéfico para corrigir erros do time, mas o elenco do São Paulo não analisa desse modo o intervalo de sete dias entre a última e a próxima partida do Campeonato Brasileiro. A não ser Kaká, que ainda busca melhor forma física, os demais jogadores tratam a espera até domingo com pesar, depois de terem passado 47 dias sem uma partida oficial.

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Kaká ainda está em busca da forma física ideal
Divulgação/São Paulo FC
Kaká ainda está em busca da forma física ideal

Esse foi um dos assuntos em pauta na segunda-feira, na reapresentação no CT da Barra Funda, dois dias após a derrota por 1 a 0 para a Chapecoense. Os atletas comentaram entre si que seria melhor - até para poder apagar rapidamente o tropeço do último sábado, no Morumbi - ter um compromisso no meio de semana, como as equipes que jogarão pela Copa do Brasil.

"Já treinamos bastante, agora temos uma semana livre de novo. Ficamos parados na Copa do Mundo...", lamentou o volante Souza, um dos jogadores que integraram a delegação tricolor na intertemporada nos Estados Unidos, durante a paralisação do calendário nacional em virtude do Mundial. Período em que ele diz ter visto "muitas coisas boas". "Mas teremos novamente que esperar para colocar em prática".

O próximo jogo do time treinado por Muricy Ramalho será no domingo que vem, diante do Goiás, em Goiânia. É possível, mas ainda improvável, que Kaká seja relacionado para essa viagem. A tendência maior segue sendo a de que o meio-campista faça sua estreia na rodada seguinte, em duelo com o Criciúma, marcado para 2 de agosto, no Morumbi. Por enquanto, ele continua aprimorando seu condicionamento físico.

Com ou sem Kaká, Souza espera que o São Paulo faça uso das lições que algumas seleções, em especial a campeã Alemanha, deram na Copa ao futebol brasileiro.

"Sempre fui fã do Schweinsteiger, fiquei mais fã ainda. E quando não tira Khedira, a Alemanha jogou para frente e foi campeã. Uma equipe, quando joga compacta, não precisa ter um volante marcador ou um meia que volte. A equipe toda tem que se ajudar, se cobrar, entender que todos são importantes, tanto no ataque quanto da defesa", observou. "A gente tenta se espelhar".

Na manhã desta terça-feira, quando a Confederação Brasileira de Futebol apresentará o sucessor de Luiz Felipe Scolari no comando técnico após o fracasso da Seleção na Copa, Muricy treinará o elenco do São Paulo pela segunda vez na semana, para desgosto dos jogadores, que gostariam de, em vez disso, entrar em campo a valer.

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