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"A gente previa dificuldade, porque o adversário veio marcando forte mesmo, mas realmente não encaixamos no jogo", disse

O técnico Muricy Ramalho reconheceu os problemas do São Paulo depois da derrota por 1 a 0 para a Chapecoense , na noite deste sábado. No dia em que voltou a atuar no Morumbi nesta retomada do Campeonato Brasileiro, o treinador ficou com a sensação de que seu time não conseguiria fazer um gol mesmo se jogasse por mais um dia contra a equipe catarinense.

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"A gente previa dificuldade, porque o adversário veio marcando forte mesmo, mas realmente não encaixamos no jogo. Tivemos oportunidades, mas não muito claras, foram forçadas. Parecia que jogaríamos até amanha e não conseguiríamos fazer gol. Eles vieram por uma bola e, apesar de ter lutado muito, o São Paulo não teve a clareza como no jogo anterior, não foi articulado. Não soubemos furar a retranca", lamentou.

Alan Kardec tenta a jogada no duelo entre São Paulo e Chapecoense
Marcelo Zambrana/Inovafoto/Gazeta Press
Alan Kardec tenta a jogada no duelo entre São Paulo e Chapecoense

A Chapecoense armou um sistema de jogo tão forte na marcação que a primeira chance do São Paulo na partida só saiu aos 33 minutos do primeiro tempo, em cabeceio de Ganso para fora. Já a melhor oportunidade saiu dos pés de Alan Kardec, que recebeu completamente livre na área e desperdiçou, chutando fraco, para defesa do goleiro Danilo.

A atuação deste sábado contrasta com o bom futebol apresentado pelo São Paulo na vitória por 2 a 0 sobre o Bahia, na rodada anterior, na Fonte Nova. O treinador admite que seu time não repetiu o bom desempenho, sem se esquecer de apontar os méritos também dos catarinenses.

"É uma coisa natural. Todo mundo vem fechado aqui, mas a gente sabia disso antes. É difícil marcar do jeito que eles fizeram, durante os 90 minutos no Morumbi, porque o campo é grande e uma hora sobra espaço, mas sobrou muito pouco. Isso é mérito do adversário, mas claro que a gente tinha de se mexer um pouco mais", acrescentou.

No decorrer da etapa final, Muricy Ramalho tentou mudar a estratégia na frente, tirando Ademilson e Osvaldo para as entradas de Alexandre Pato e Ewandro, quando a Chapecoense já vencia por 1 a 0.

"Quando jogamos contra uma equipe assim, é importante ter o drible. Nós tentamos com o garoto Ewandro, que dribla, mas ele sentiu um pouco e isso é normal. Os laterais marcaram bem. Faltou um pouco de drible, mas é difícil hoje um brasileiro ter grande driblador", completou.

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