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Com a saída de Valdívia, ataque é o setor que mais preocupa o técnico argentino, que ainda se mostra paciente e compreensivo com a situação financeira do clube

O técnico argentino Ricardo Gareca estreou pelo Palmeiras com derrota para o Santos
Alexandre Schneider/Getty Images
O técnico argentino Ricardo Gareca estreou pelo Palmeiras com derrota para o Santos

Na semana de sua estreia no Palmeiras , Ricardo Gareca teve que lidar com as negociações de Valdivia e Marquinhos Gabriel com o futebol árabe e, em campo, constatou as necessidades do time na derrota para o Santos, nessa quinta-feira. O técnico aproveitou o clássico para lançar garotos, mas intensifica o pedido por reforços para a disputa do Campeonato Brasileiro.

Apesar da carência na armação, o ataque preocupa o argentino, até porque Leandro o tirou do sério na Vila Belmiro com mais uma apresentação omissa. Para o setor, já chegou Mouche, que deve estrear neste domingo contra o Cruzeiro, e o treinador ainda espera por Lucas Pratto, do Vélez Sarsfield, ou Facundo Ferreyra, do Shakhtar Donetsk.

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Sem nenhum dos dois, Gareca lançou Érik, formado na base do clube, no clássico em que não pôde contar com Henrique, suspenso. "O Henrique é um grande jogador, mas precisamos de mais um atacante. O Érik mostrou coisas interessantes e estou observando, mas temos que melhorar", analisou o técnico.

Em comparação com Leandro, Érik, de 19 anos, se mostrou muito mais eficiente, já que obrigou o goleiro Aranha a realizar boa defesa para evitar seu gol. Outro garoto que saiu do banco na Vila foi Eduardo Júnior, meia usado para ajudar Mendieta no lugar de Bruno César, outro que irritou Gareca por conta de sua apatia em campo.

Aposta nos jovens

Eduardo Júnior tem 18 anos e vai ganhando experiência enquanto não chega Maxi Moralez, meia do Atalanta solicitado pelo técnico. "Acredito nos jovens. Se eles não jogarem, não terão experiência", justificou o argentino, ainda paciente e compreensivo com a frágil situação financeira do Palmeiras. "A diretoria está fazendo o que pode. Contratar jogadores não é fácil, custa muito dinheiro. Mas eles estão negociando. E não posso ficar pensando em reforços, senão não me concentro no time. Tenho muito trabalho para fazer e confio em nossa capacidade técnica e nos jogadores que temos", incentivou.

O próprio elenco, contudo, sabe que dificilmente chegará longe no Campeonato Brasileiro com o plantel atual. "Perdemos jogadores de qualidade. Agora vamos ver o que a diretoria vai fazer para reforçar o time. É natural que precisamos de reforços para somar ao nosso grupo e seguirmos em frente", indicou Wesley.

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