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"Estamos fazendo o maior esforço para que ele siga aqui, ele sabe disso", disse o presidente do clube mineiro

O atacante Willian segue sem contrato com o Cruzeiro e com o futuro indefinido. Os ucranianos do Metalist, donos dos direitos de Willian, pedem 4 milhões de euros (cerca de R$ 12 milhões) para liberar o atleta em definitivo, mas exigem que o pagamento seja feito em um paraíso fiscal, condição que o presidente cruzeirense Gilvan de Pinho Tavares não aceita.

Willian ainda não sabe se permanece no Cruzeiro
DENIS DIAS/Gazeta Press
Willian ainda não sabe se permanece no Cruzeiro

"Pediram formas diferentes de pagamento. Em vez de pagar o valor econômico, pagar valor de imagem. Tem pedido de pagar em paraíso fiscal, mas não faremos nada disso. Será feito o pagamento diretamente ao clube. O dinheiro que sai daqui é taxado pelo Governo Federal. Temos que achar uma forma de esse dinheiro entrar legalmente na contabilidade do Cruzeiro", explicou.

Apesar dos problemas, Gilvan Tavares acredita que Cruzeiro e Metalist vão conseguir se acertar e que Willian continuará na Toca da Raposa. "É um jogador interessante. Ele entra em todos os jogos e tem nos ajudado muito, como no ano passado. Estamos fazendo o maior esforço para que ele siga aqui, ele sabe disso, inclusive acertou conosco. Já acertamos com o clube da Ucrânia. Estamos na tentativa de achar a forma certa para efetuar o pagamento", disse.

O mandatário celeste tentou explicar as dificuldades para pagar o Metalist. "É a primeira vez que vejo isso no futebol. A gente tem clubes diferentes no Brasil. Lá, às vezes o clube é de uma pessoa. O dono era presidente do clube e ligado à presidência da Ucrânia. Ele foi cassado do clube pela Fifa. Eles têm receio que possa haver um problema qualquer com o clube e o Cruzeiro não tenha a quem pagar, já que a entidade pode desaparecer", afirmou.

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