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Técnico quer evitar grande repercussão com respostas que possa dar sobre o Brasil e pede tempo para discutir a questão

Mano Menezes, técnico do Corinthians, pediu que assunto fosse discutido mais pra frente
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Mano Menezes, técnico do Corinthians, pediu que assunto fosse discutido mais pra frente

Mano Menezes ouviu várias perguntas sobre o desempenho da seleção brasileira na entrevista que concedeu nesta quarta-feira, no CT do Parque Ecológico. Antecessor de Luiz Felipe Scolari, o treinador do Corinthians tomou cuidado para controlar a repercussão de suas declarações.

"Eu entendo e acho muito legítimo que vocês queiram perguntar sobre a seleção para mim, que sou técnico de futebol de um dos principais clubes do país e recentemente passei por lá. Mas acho que esse momento não é adequado para ficarmos discutindo isso de forma pontual", afirmou o gaúcho, pedindo um debate posterior mais amplo, com a participação de vários setores.

"Não vou me recusar a dar minha opinião, tendo passado dois anos e meio por lá. Mas penso que devemos fazer isso em outro momento. Qualquer declaração agora vai parecer outra coisa em cima de uma eliminação da maneira que foi. Não vai produzir um efeito positivo. No lugar certo e na hora certa, pode-se discutir isso de maneira mais profunda", acrescentou.

Questionado sobre a possibilidade de a CBF apostar em um treinador estrangeiro, Mano disse que a discussão agora precisa ser em torno de filosofia de jogo, não propriamente de nomes. Diante da insistência nas perguntas, recordou a repercussão de outras frases suas sobre a seleção e pediu que se passasse a conversar sobre o Corinthians, que volta ao Campeonato Brasileiro na quinta-feira.

O gaúcho se permitiu apenas opinar a respeito de conter as reivindicações radicais - "porque não se tem meio-termo sobre nada há bastante tempo" - e elogiar o futebol apresentado pela campeã Alemanha. Se a goleada por 7 a 1 sobre o Brasil no Mineirão surpreendeu, não foi surpresa a qualidade demonstrada pelos agora tetracampeões do mundo no caminho para o título.

"Pelo menos para quem acompanhava e acompanhou, ninguém tinha muita dúvida sobre como a Alemanha chegaria na Copa. Estava muito bem, com muitos remanescentes até da Copa de 2006. Era óbvio que chegaria bem, pois é uma seleção madura com qualidade técnica. A expectativa era essa e se confirmou", comentou Mano.

Fator Elias

Com Elias, Mano espera um Corinthians bem competitivo nesse segundo semestre
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Com Elias, Mano espera um Corinthians bem competitivo nesse segundo semestre

Claro que o assunto não foi somente seleção brasileira. O treinador também comentou que esepra ver um Corinthians mais produtivo com a chegada do volante Elias. "Penso que o Elias completa bem o Ralf, que é um jogador que tem por característica uma marcação muito forte. O Elias sai bem do meio, tem capacidade de armação. Ficamos muito satisfeitos com a chegada dele exatamente por isso. Ele vem preencher uma lacuna que estava aberta", afirmou o treinador.

O treinador acha que serão necessários de dois a três jogos para que a equipe reencontre o ritmo após mais de um mês sem compromissos oficiais. E ritmo é algo ainda mais necessário para o próprio Elias, que não atua oficialmente desde o ano passado, pelo Flamengo. De lá para cá, foram só dois amistosos.

"O período de treinamento para ele foi muito necessário, porque a última meia temporada dele foi desastrosa. Ele ficou trabalhando na equipe B do Sporting, com dificuldades na negociação. Isso fez com que perdesse muito do seu condicionamento ideal", observou Mano.

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