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Protesto se deu devido ao atraso no pagamento do salário de parte do elenco e de funcionários do clube, que está na zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro

Em Curitiba teve até Copa, mas não vai ter jogo-treino entre Paraná Clube e Coritiba . Em protesto contra a falta de pagamento de grande parte do elenco e funcionários do clube, o elenco paranista se recusou a disputar a partida marcada para a tarde desta quinta-feira, no Couto Pereira. Os jogares se dirigiram para a Vila Capanema e lá permaneceram em assembleia nos vestiários.

Com o treinamento marcado, aberto aos sócios, visando a volta do Campeonato Brasileiro , o Coritiba teve que improvisar. O técnico Celso Roth comandou um coletivo entre titulares e reservas, buscando a escalação ideal e ritmo de jogo. Pelo Paraná, um dia de trabalho jogado fora, péssimo para uma equipe que está na zona de rebaixamento, assim como adversário, mas da Série B.

Histórico de protestos

Em 2013, antes de uma partida contra o ABC, pela segunda divisão do Brasileirão, o elenco se recusou a treinar, mesmo ouvindo as promessas a diretoria, que chegou a oferecer cheques pré-datados. Empresários ligados ao clube foram convocados para darem alguma contribuição e até mesmo a própria torcida, com direito a patrocínio na camisa, tentou fazer sua parte. A história de paralisações, entretanto, tinha antecedentes.

No ano anterior, pelo mesmo motivo, os atletas do Paraná não treinaram às vésperas de uma partida diante do ASA. Jogadores com dois meses de salário em atraso permaneceram de braços cruzados até o dia do jogo. Semanas depois, uma nova greve, em solidariedade aos funcionários. Na época, o técnico Toninho Cecílio demonstrou irritação com a atitude, já que tentava preparar o time para o clássico contra o Atlético Paranaense, que definiria o acesso do rival à Série A.

Na manhã de 24 de novembro de 2009 estourou a primeira greve dessa sequência, com jogadores sem receber salários e direitos de imagens a mais de dois meses. Na ocasião, a diretoria convenceu os atletas a voltarem aos treinos no período da tarde com a promessa de pagar as pendências em uma semana. Na temporada seguinte, ainda em março, um dia de paralisação, com mais salários atrasados. Uma triste realidade sem um horizonte para ter fim.

Fundado em dezembro de 1989 da fusão de Pinheiros e Colorados, dois clubes tradicionais de Curitiba e que vinham de suas próprias fusões em sua história, o Paraná herdou um grande clube social, milhares de sócios e patrimônio. Ainda na década de 90, se destacou com um pentacampeonato estadual e pela conquista a segunda divisão do Brasileirão em 1992.

Entretanto, decisões desastradas de algumas administrações logo tiveram como consequência a necessidade de abrir mão do patrimônio, em situação que se agravou a partir de 2006 no último suspiro de grandiosidade no futebol nacional, quando o clube se classificou para a Libertadores da América. A partir daí, queda para Série B, falta de dinheiro para contratar, pagar salários e dívidas, como a estranha negociação de Thiago Neves, que se transformou em uma multa de R$ 9 milhões para o clube.

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