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Clube vem encontrando dificuldades para se aproximar do valor pedido, de R$ 400 milhões por 20 anos

Andres Sanchez, ex-presidente do Corinthians
SERGIO BARZAGHI / Gazeta Press
Andres Sanchez, ex-presidente do Corinthians

No dia do segundo jogo em Itaquera, o estádio ainda não tem nome. O Corinthians vem encontrando dificuldades para se aproximar do valor pedido - R$ 400 milhões por 20 anos -, e o responsável pela negociação, Andrés Sanchez, sabe que o acordo deveria estar selado.

"Já estamos atrasados. Não dá para eu ser hipócrita e dizer que não estamos atrasados, porque estamos. Era para ter fechado isso faz um ano e meio. Mas acredito que em um tempo próximo aí a gente fecha", afirmou o ex-presidente do clube, em entrevista à Rádio Bandeirantes .

Andrés fez viagens recentes aos Emirados Árabes Unidos, onde conversou com representantes do Abu Dhabi Investment Authority (Adia), fundo de investimentos que controla as companhias aéreas Emirates e Etihad. Voltou a São Paulo sem a resposta que buscava.

Mesmo sem o acordo, o estádio está em fase de finalização. Para o jogo de domingo, entre Corinthians e Botafogo, ainda não será utilizada a arquibancada provisória do setor Norte. Sem tempo para uma vistoria completa, o Corpo de Bombeiros liberou apenas o espaço correspondente do outro lado.

"Fiquei contente. A segurança é a primeira preocupação. E, se não estiver liberado para a Copa, não é para usar também", disse Andrés, que contou ter conversado com torcedores organizados para evitar os problemas registrados na partida contra o Figueirense, com 55 cadeiras danificadas.

"Em todos os estádios, são quebradas de dez a vinte cadeiras. Exageramos um pouco, é da nossa cultura. Mas eles estão tomando cuidado, tivemos uma reunião com eles. Depois da Copa, vão tirar as cadeiras (do setor Norte Inferior, onde ficam as uniformizadas)", comentou o dirigente.

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