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Alberto Valentim acha que a maratona de viagens na véspera da partida não pesou na derrota para o Botafogo. Jogadores, no entanto, discordam da observação do técnico

Em seu penúltimo jogo à frente do Palmeiras , Alberto Valentim fez questão de só elogiar o time na derrota para o Botafogo . O técnico interino enxerga que os jogadores não mostraram cansaço, apesar da maratona de viagens na véspera da partida, e inocentou Wesley pelo cartão vermelho que recebeu.

"Foi pesada a expulsão porque achei que ele pegou na bola, raspou a bola e o jogador. Não foi infantil. Mas tenho que rever", falou o treinador, citando o lance no qual o volante levantou Emerson Sheik após a bola passar entre as suas pernas. Foi o segundo amarelo do jogador na partida - no primeiro, xingou e encostou a testa em Edilson depois de cometer falta.

De qualquer forma, o cartão vermelho aos 25 do segundo tempo, dez minutos depois de o Botafogo ter aberto o placar, comprometeu a atuação da equipe. Alberto admitiu essa influência, até porque, nesse período, o goleiro Renan já tinha feito grande defesa para evitar o empate em cabeçada de Felipe Menezes.

"Merecíamos ter saído na frente. Começamos melhor e poderíamos ter feito 2 a 0 no primeiro tempo. Até a expulsão do Wesley, estávamos melhores do que o Botafogo. Mas depois ficamos com um a menos e o gol que não podemos tomar, enfim... Futebol é assim", conformou-se.

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Com sua análise, o técnico enxerga que as viagens de avião e de seis horas de ônibus na terça-feira não afetaram tanto. "O nosso time se entrega muito. O futebol brasileiro é assim: você joga quarta e domingo. Depois da logística e das viagens ruins que tivemos, os jogadores deram uma boa resposta", indicou.

Entre os jogadores, porém, o discurso foi outro. "Tivemos oportunidades e não conseguimos concluir. Eles tiveram poucas e fizeram os gols. Depois, fica mais difícil", definiu Lúcio. "Nosso time foi bem. Apesar do resultado, dominamos o jogo. Infelizmente, time sentiu a perna. Temos de descansar porque tem guerra no domingo", falou Diogo, pensando no duelo contra o Grêmio, no Rio Grande do Sul.

A falta de treinos e o excesso de viagens, contudo, pesaram. O time só fez musculação em academia de Chapecó e, na terça-feira, viajou de avião até Campinas antes de encarar seis horas de ônibus até Presidente Prudente, onde realizou trabalho leve em campo à noite antes de dormir. "Com certeza as viagens pesaram. Foi nítida no segundo tempo a queda de rendimento do nosso time. E a expulsão ainda nos deixou com um a menos. Mesmo assim, buscamos o gol", ressaltou Diogo.

Com quatro vitórias e duas derrotas em seis partidas como treinador do Palmeiras, Alberto Valentim comanda o time no domingo, contra o Grêmio, no Rio Grande do Sul e, a partir do mês que vem, nas atividades durante a Copa do Mundo, o argentino Ricardo Gareca assume o posto.


* Com Gazeta Esportiva.

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