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Atacante do São Paulo reclamou de dores no cotovelo ao longo da partida de quarta-feira contra o CRB, pela Copa do Brasil, e não treinou nesta sexta-feira com o restante do elenco

A ausência de Luis Fabiano nos dois primeiros treinos para o clássico contra o Corinthians ligou o sinal de alerta do técnico Muricy Ramalho, apesar de a versão do São Paulo ser de que o trauma do atacante no cotovelo direito não preocupa o departamento médico.

Luis Fabiano não treina no São Paulo e vira dúvida para o clássico de domingo

"Tenho esperança de que ele jogue. Estou falando assim pela experiência, não é nada em definitivo, porque tem que ouvir os médicos, são eles que decidem. Mas tenho um pouco de esperança de que ele jogue", disse o treinador, nesta sexta-feira, segundo dia seguido sem o jogador em campo.

O técnico Muricy Ramalho, do São Paulo
Divulgação/Site oficial do São Paulo
O técnico Muricy Ramalho, do São Paulo

Luis Fabiano reclamou de dores no cotovelo ao longo da partida de quarta-feira contra o CRB. Ainda no Pacaembu, o camisa 9 iniciou tratamento à base de onda de choque no local e, a princípio, não era dúvida para o clássico. Dois dias depois, porém, ele ainda não fez nenhum treino com bola, ao contrário dos demais titulares.

Por ora, contudo, o único desfalque certo em relação ao último compromisso é Alexandre Pato, impedido contratualmente de enfrentar o Corinthians, clube que detém seus direitos econômicos e o emprestou até o final de 2015 - da mesma forma, o ex-são-paulino Jadson também não poderá ir a campo. Ademilson, em boa fase, é o mais cotado para substituí-lo.

Caso Luis Fabiano não tenha condição de jogo, o técnico Muricy Ramalho não tem nenhum centroavante de ofício no elenco. As outras opções do setor, afora Ademilson e o já titular Osvaldo, são Pabon e Ewandro. Outra solução seria modificar o esquema tático e reforçar o meio-campo, com um segundo armador ao lado de Paulo Henrique Ganso ou até mesmo um terceiro volante.

O jogo de domingo, marcado para 22 horas (de Brasília), será em Barueri porque o Morumbi foi alugado pela diretoria para a realização de dois shows musicais no final de semana. O São Paulo soma cinco pontos em três rodadas do Campeonato Brasileiro e ultrapassará o rival na classificação em caso de vitória.

Muricy esquece polêmica com Mano e elogia caráter de Kleina

O clássico de domingo colocará frente a frente Muricy Ramalho e Mano Menezes pela primeira vez depois da polêmica em torno da eliminação precoce do Corinthians no Campeonato Paulista, definida com derrota do São Paulo para o Ituano. Na época, o são-paulino não gostou de ouvir o treinador rival insinuar que sua equipe poderia ter facilitado o jogo propositalmente.

Quase dois meses depois daquele 16 de março, no entanto, Muricy garante ter superado o assunto. "Não falei com ele (desde então), porque a gente mora longe um do outro e não frequenta os mesmos lugares. Já ficou para trás", disse o técnico, depois de comandar o penúltimo treinamento antes do jogo, que terá o São Paulo como mandante, mas em Barueri.

Na ocasião, Mano disse que "cada um sabe com que consciência coloca a cabeça no travesseiro" e que os "deuses do futebol" se encarregariam de conduzir o futuro. Romarinho, seu atacante, foi além ao falar que "todo o mundo sabe que foi armado". Muricy rebateu: "Não pode pôr em dúvida as pessoas. E eu durmo bem pra caramba, viu? Nunca estive metido em nada e não aceito esse tipo de insinuação".

Os dois trocaram explicações públicas por mais alguns dias até que o assunto esfriasse. À época, no entanto, a impressão foi de que a amizade entre eles, iniciada em 2005 quando Muricy dirigia o Internacional e Mano comandava o Grêmio, havia ficado abalada. Na capital gaúcha, os treinadores moravam no mesmo prédio e costumavam beber vinho juntos enquanto falavam sobre futebol.

O que Muricy não deixa para trás é a convicção de que, no futebol brasileiro, os técnicos são pouco valorizados e reféns de resultados imediatos. Um dia depois da demissão de Gilson Kleina no Palmeiras, o são-paulino saiu em defesa do companheiro de profissão, sobre o qual diz ter boas referências pessoais, apesar de não conhecê-lo a fundo - e, sim, apenas de enfrentá-lo à beira do campo.

"Sempre estoura no técnico. Por isso é que tem que se impor e não se pode ouvir palpite. Para, quando sair, sair com a cabeça consciente de que ele foi ele mesmo. Fico triste, porque percebo que é um técnico do bem. Isso é importante falar. Não adianta só ser um bom técnico. Tem que ter valores, exemplo, bom caráter, ser uma boa pessoa. Não o conheço pessoalmente, mas as informações sobre ele são essas", elogiou.

Enquanto o Palmeiras estuda a contratação de um novo técnico, os "deuses do futebol" colocam Muricy e Mano frente a frente novamente às 16 horas (de Brasília) de domingo, em Barueri. Um duelo válido pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, no qual o vencedor terminará acima do rival na classificação.

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