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Everton Felipe Santiago de Santana, de 23 anos, foi preso e teria assumido o crime. Presidente do Santa Cruz presta solidariedade à família do torcedor, mas diz que não tem poder sobre a torcida organizada

A Polícia Militar deteve o primeiro suspeito de participar do assassinato do torcedor Paulo Ricardo Gomes da Silva, de 23 anos, atingido por um vaso sanitário após a partida entre Santa Cruz e Paraná, na última sexta-feira.

O torcedor Paulo Gomes Ricardo da Silva, 26 anos, morreu ao ser atingido por um vaso sanitário
Aldo Carneiro/Futura Press
O torcedor Paulo Gomes Ricardo da Silva, 26 anos, morreu ao ser atingido por um vaso sanitário

Everton Felipe Santiago de Santana, de 23 anos, chegou no início desta tarde à DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), no bairro do Cordeiro, zona oeste de Recife. A polícia chegou ao suspeito por meio de uma ligação feita ao disque-denúncia.

Segundo informações do portal Superesportes , no celular dele havia várias mensagens sobre o episódio. Porém, em nenhum momento o detido escreveu ou deu a entender que jogou o vaso.

O suspeito confessou o crime e revelou que mais duas pessoas participaram do ato.

Santa Cruz se isenta de responsabilidade e diz que não favorece organizadas

Os dirigentes do Santa Cruz concederam entrevista coletiva nesta segunda-feira, na sala de imprensa do Arruda, tratando da morte do torcedor Paulo Ricardo, atingido por uma vaso sanitário por membros da organizada. Segundo eles, o clube está sendo responsabilizado por um problema muito maior.

O presidente Antônio Luiz Neto enfatizou a solidariedade do clube à família do jovem assassinado. "O Santa Cruz está absolutamente consternado, lamentando a morte do torcedor, e solidário com a família do jovem, a sociedade, as torcidas e todos aqueles que fazem o futebol pernambucano".

Ele também afirmou que o Santa Cruz está se posicionando sobre o episódio por meio de notas em seu site oficial, e se defendeu das acusações de que teria afirmado que as manifestações das torcidas seriam democráticas. "O Santa Cruz não tem poderes para coibir a presença de torcidas, organizadas ou não, e no Brasil é livre a associação".

O mandatário declarou que o clube obedeceu a todos os procedimentos da segurança antes do jogo e, que após o fato, fez um boletim de ocorrência na delegacia de Água Fria. "Quem é que está livre de uma situação como essa?", questionou e ressaltou que o Santa Cruz está colaborando com as investigações para deter, nas palavras de Antônio Luiz, os "vândalos, bandidos e assassinos". Ele lembrou que dias antes da tragédia, o próprio Paulo Ricardo participara de um programa de rádio onde afirmou que "tirava o chapéu para o presidente do Santa Cruz", que não culpou as torcidas organizadas pela invasão de vestiário.

O presidente fez questão de enfatizar que não há relacionamento entre as facções e a diretoria tricolor. "Nenhum dirigente do Santa Cruz defendeu nenhuma torcida organizada. O Santa Cruz não dá ingresso, transporte e não cede dependências a torcidas organizadas", afirmou.