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"Se estão falando de mim, é porque ainda sentem alguma coisa", afirmou o ex-camisa 1 do time após derrota do Fla

A torcida do Corinthians encontrou uma distração quando a sua equipe diminuiu o ritmo no final do primeiro tempo da vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo, neste domingo, no Pacaembu. Ao melhor estilo mexicano, o público iniciou as suas provocações com gritos de "bicha" a cada vez que o goleiro Felipe colocava a bola em jogo.

Corinthians vence o Flamengo e se despede do Pacaembu com sorrisos e choro

Um dos poucos jogadores poupados da revolta da torcida corintiana no Campeonato Brasileiro de 2007, ano do rebaixamento, Felipe já se acostumou a ser mal recebido quando retorna ao Pacaembu. O atual goleiro do Flamengo causou revolta quando pediu ao então presidente Andrés Sanchez para ser negociado em 2010, despertando interesse do Genoa, da Itália. Acabou no Sporting Braga, de Portugal.

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Para Felipe, o fato de ainda ser hostilizado é motivo de orgulho. "Se estão falando de mim, é porque ainda sentem alguma coisa. Muitos já passaram pelo Corinthians e foram esquecidos. Eu, depois de quatro anos que saí, ainda sou lembrado", sorriu. "É igual a casamento. Agora, que não estou mais aqui, sou xingado", comparou.Na época em que não era xingado, Felipe vivenciou momentos marcantes da história do Corinthians, como o retorno à Série A do Campeonato Brasileiro, em 2008. Na época, ele chegou a saltar o alambrado do Pacaembu para comemorar nos braços dos torcedores.

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"Ninguém vai apagar a minha história no Corinthians. Tentei dar o meu melhor enquanto estive aqui", comentou Felipe, que nunca escondeu ser torcedor do Flamengo desde a infância.

O que o goleiro gostaria de apagar é a história atual do Flamengo, que faz até os seus companheiros se desentenderem em meio à sequência negativa. "Não posso nem comentar sobre isso. Se houve alguma coisa, foi do jogo. Não adianta a gente criar problema com qualquer conversinha mais dura. Sei que, quando uma equipe grande fica muito tempo sem vencer, a cobrança é grande. O único remédio é a vitória", concluiu o ex-corintiano.

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