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Empate por 1 a 1 contra o Cerro Porteño no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores obriga o time mineiro a marcar gol no Paraguai, no duelo da volta

A disputa das oitavas de final da Libertadores não começou da forma que o Cruzeiro esperava. Jogando no Mineirão, a equipe mineira foi surpreendida pelos paraguaios do Cerro Porteño e não passou de um empate em 1 a 1. O resultado deixa a vaga para a sequência da competição continental totalmente em aberto.

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Durante a maior parte do jogo o Cruzeiro dominou as ações, mas não soube transformar a superioridade em gols. Após um chute cruzado para a área celeste, Angel Romero foi mais esperto que a defesa e desviou para as redes de Fábio. Na etapa final, a Raposa reagiu e empatou o confronto com Samudio já nos acréscimos. No jogo de volta, o vencedor se classifica, empate sem gols dá Cerro Porteño, novo 1 a 1 leva para os pênaltis e 2 a 2 em diante dá Cruzeiro.

Willian lamenta chance perdida pelo Cruzeiro no Mineirão
DENIS DIAS/Gazeta Press
Willian lamenta chance perdida pelo Cruzeiro no Mineirão

O jogo de volta entre Cruzeiro e Cerro Porteño será realizado no dia 30 de abril, no Paraguai, mas antes disso, o time celeste passa a concentrar forças na disputa do Campeonato Brasileiro - a estreia na competição nacional será no domingo, contra o Bahia, em Salvador.

O jogo
Jogando em casa, o Cruzeiro iniciou a partida pressionando muito os paraguaios em busca do gol. Acuado, o Cerro Porteño encontrou muitas dificuldades para ultrapassar a linha divisória do campo, tamanha foi à pressão celeste no Gigante da Pampulha. Aos seis minutos, em cobrança de falta ensaiada, Samudio mandou a bomba de fora da área, obrigando Fernández a fazer grande defesa.

A blitz cruzeirense continuou intensa, e Everton Ribeiro também teve ótima chance de abrir os trabalhos, mas o tiro voltou a parar nas mãos do goleiro visitante. A movimentação de Elber, Willian e Everton Ribeiro confundiu muito a marcação da equipe paraguaia, que só não foi vazada antes dos 15 minutos por milagre.

Preocupado com a postura do time em campo, Arce tentou orientar os comandados a beira do gramado, cobrando uma melhora na saída de bola. Mas a recomposição da Raposa se mostrou mais eficiente, fator que colaborou para o Cruzeiro dominar inteiramente as ações, com um número expressivo de finalizações.

A primeira oportunidade do Cerro Porteño de ameaçar Fábio só apareceu aos 25, quando a zaga do Cruzeiro vacilou e permitiu Angel Romero aparecer por trás da defesa brasileira, mas o atacante chegou um pouco atrasado para finalizar. Após este lance, a Raposa continuou com as rédeas da partida, mas sem conseguir balançar as redes, e acabou sendo castigada.

Aos 31, o que parecia improvável aconteceu no Mineirão, Corujo fez cruzamento para a área e Angel Romero desviou sem chance para Fábio, abrindo o placar de forma surpreendente. Percebendo o esforço da equipe, a torcida celeste continuou apoiando o time, que perdeu um pouco do ímpeto do começo do jogo, reflexo do gol paraguaio.

No retorno para a etapa final, o Cruzeiro voltou bastante ofensivo na busca pelo empate, mas deixou muitos espaços para a equipe adversária, que quase aproveitou logo aos quatro minutos, quando Oscar Romero ganhou na velocidade e bateu cruzado para grande defesa de Fábio.

O cenário do segundo tempo apresentou uma Raposa procurando o ataque a qualquer custo, em alguns momentos sem qualquer tipo de estratégia, demonstrando claro nervosismo, mas dando o contra-ataque para o Cerro. Com isso, o jogo ganhou cenas de dramaticidade para o torcedor cruzeirense nas cadeiras do Mineirão.

Marcando na maioria das vezes atrás da linha da bola, os visitantes procuraram dificultar ao máximo as jogadas do Cruzeiro, isso obrigou os celestes a arriscarem vários tiros de fora de área, quase todos sem a pontaria ideal. Aos 48, após bate e rebate dentro da área do Cerro Porteño, Samudio conseguiu em fim mandar para as redes, empatando o jogo no Mineirão.

León 2 x 2 Bolívar
O Bolívar voltou a surpreender pelas oitavas de final da Libertadores e arrancou um empate com o León, no México. Os anfitriões até abriram o placar com Montes, no primeiro tempo, mas os bolivianos empataram no fim da etapa complementar, com Callejón. Já na volta do intervalo, Arce virou o jogo, enquanto Boselli diminuiu o prejuízo para os mexicanos, deixando tudo igual no marcador.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 1 X 1 CERRO PORTEÑO

Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 16 de abril de 2014, quarta-feira
Horário : 22h (de Brasília)
Árbitro : Daniel Fedorczuk (URU)
Assistentes : Carlos Pastorino e Gabriel Popovitz (ambos do Uruguai)
Cartão amarelo : (Cerro Porteño) Alonso

Gols :
Cruzeiro: Samudio, aos 48 minutos do segundo tempo
Cerro Porteño: Angel Romero, aos 31 minutos do primeiro tempo

CRUZEIRO : Fábio; Ceará (Mayke), Bruno Rodrigo, Dedé e Samudio; Lucas Silva, Henrique, Elber (Borges) e Everton Ribeiro; Willian e Júlio Baptista (Marlone)
Técnico : Marcelo Oliveira

CERRO PORTEÑO : Fernández; Bonet, Cardoso, Ortiz e Alonso; Corujo, Oviedo, Julio dos Santos e Oscar Romero (Candia); Guiza (Riveros) e Angel Romero (Beltran)
Técnico : Arce

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