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São Paulo pega o CSA na Copa do Brasil e um empate já garante o time do Morumbi na próxima fase da competição

Rodrigo Caio, jogador do São Paulo
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Rodrigo Caio, jogador do São Paulo

O trauma da responsabilidade direta pela queda do São Paulo nas quartas de final do Campeonato Paulista, Rodrigo Caio já superou. Tanto que o zagueiro, único a errar pênalti na disputa contra o Penapolense, coloca-se novamente à disposição diante do CSA caso seja necessário decidir dessa forma a vaga à segunda fase da Copa do Brasil.

"É complicado. Quando a gente erra, fica muito triste. Mas coloquei a cabeça no lugar, tive apoio do grupo, do professor, e levantei a cabeça. Bola para frente, vida que segue. Não será a primeira, nem a última vez que vai acontecer isso", disse o jogador, ao lembrar que, às vésperas da partida decisiva da competição estadual, vinha tendo bom aproveitamento no fundamento.

É por isso que, quando questionado se não se candidataria a cobrar novo pênalti, na quarta-feira que vem, o camisa 7 prontamente ofereceu seu nome para uma eventual lista da comissão técnica de Muricy Ramalho. "Eu deixo para o professor. Se ele optar por me colocar para bater, eu bato". Mas não sem deixar claro o desejo de que a classificação seja garantida no tempo regulamentar.

"Tenho certeza de que, primeiramente, a gente vai conseguir decidir os jogos nos 90 minutos. Temos condições e temos que fazer isso. É obrigação nossa vencer dentro de casa", opinou.

Para que a vontade de Rodrigo Caio se realize, ele e seus companheiros de elenco precisarão empatar ou vencer o CSA, uma vez que, no jogo de ida, em Maceió, o São Paulo criou vantagem ao triunfar por 1 a 0, com gol de Osvaldo.

Desde o início da semana, Muricy tem submetido o grupo a treinos técnicos e físicos. Nas duas vezes em que escalou um provável time titular, repetiu a formação com Rogério Ceni; Douglas, Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Álvaro Pereira; Souza, Maicon e Pato; Osvaldo, Ganso e Luis Fabiano.

Para Rodrigo Caio, Ceni fará falta e seria um grande presidente

A confirmação da aposentadoria de Rogério Ceni ao final do contrato com o São Paulo, em dezembro, foi lamentada não apenas por parte da torcida, mas também por companheiros de elenco. Na opinião de Rodrigo Caio, o capitão fará falta ao clube a partir do ano que vem.

"Ficamos tristes (com a notícia), porque ele é uma pessoa que nos ajuda muito. É um líder para a gente dentro e fora de campo", disse o jogador, formado nas divisões de base do clube e que tem o goleiro como ídolo. Por uma série de motivos.

"Uma das coisas que admiro nele é a vontade de vencer, a vontade com que ele entra em campo para ganhar, independentemente do jogo. Quando eu estava na base, tinha esse mesmo pensamento, de fazer história no São Paulo. Ele vai deixar saudades. E tenho certeza de que ficará na torcida pela gente", acrescentou.

Sócio do São Paulo há quase uma década, Ceni poderá ficar não apenas na torcida. O goleiro já manifestou interesse em continuar de alguma forma clube. Há quem diga que ele possa se candidatar ao Conselho Deliberativo no futuro e, um dia, concorrer ao cargo máximo, atualmente ocupado por Juvenal Juvêncio. Rodrigo Caio acharia uma boa.

"Ele tem a cara do São Paulo. É um cara sábio, uma pessoa que dispensa comentários e ganhou tudo no São Paulo. Acho que faria um bem enorme ao clube", opinou o zagueiro de 20 anos, que já foi citado publicamente pelo goleiro como um possível herdeiro da braçadeira de capitão.

A aposentadoria de Ceni, no entanto, ainda está distante. Ao contrário da próxima eleição presidencial, marcada para 16 de abril. Carlos Miguel Aidar, pela situação, e Kalil Rocha Abdalla, candidato da oposição, concorrem para suceder Juvenal. Antes disso, neste sábado, o associado do clube define 80 novos conselheiros, os quais se juntarão a outros 155 vitalícios.

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