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Atacante teve seu contrato renovado no ano passado com validade até 2015, algo que a diretoria se arrepende de ter feito

Em negociação para trocar - a contragosto - o Corinthians pelo Botafogo, Emerson esteve longe do gramado do CT do Parque Ecológico na tarde de quinta-feira. O atacante ficou novamente fazendo trabalhos físicos na academia, chateado de acordo com os seus companheiros.

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"A gente sente que ele está um pouco triste. Não ficamos perguntando toda hora, porque é ele que tem que decidir, mas está chateado. Eu falo por mim: queria que ele ficasse. Mas que seja algo bom para ambas as partes. Ele precisa ver o que será melhor para ele", afirmou o volante Ralf.

Emerson Sheik em treino do Corinthians
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Emerson Sheik em treino do Corinthians

Emerson marcou seu nome na história do Corinthians especialmente por anotar os gols que deram ao clube sua primeira Copa Libertadores, em 2012. No ano passado, no entanto, caiu muito de rendimento e irritou boa parte da torcida ao publicar a foto de um beijo em um amigo. De lá para cá, não balançou a rede nenhuma vez - seu último gol foi em julho.

"Sobre o selinho, sou suspeito para falar, procuro não falar. É particular de cada um, pessoal. A gente queria ele ficasse. Não só pelos dois gols na Libertadores mas pela peça fundamental que foi nos últimos anos. A gente sabe que você está bem hoje, amanhã está mal, hoje está aqui, amanhã está em outro clube. Isso acontece", comentou Ralf.

O Corinthians renovou o contrato de Emerson pela última vez no meio do ano passado, às vésperas da decisão da Recopa Sul-americana. O novo compromisso foi firmado até a metade de 2015, algo de que a diretoria se arrepende claramente. Desde o final de 2013, é óbvio o esforço para se livrar do atacante.

O atleta de 35 anos rechaçou as primeiras possibilidades de transferência que apareceram, buscando a recuperação no clube do Parque São Jorge. O presidente Mário Gobbi, porém, deixou claro a ele a seu empresário de que os planos do time não lhe incluíam, motivo pelo qual a ida ao Botafogo se tornou uma possibilidade real.

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