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Advogado de 72 anos é o candidato da chapa de oposição nas eleições presidenciais do São Paulo, que ocorrem em abril

Kalil Rocha Abdalla, candidato da chapa de oposição nas eleições do São Paulo
SERGIO BARZAGHI / Gazeta Press
Kalil Rocha Abdalla, candidato da chapa de oposição nas eleições do São Paulo

Kalil Rocha Abdalla não quer ser presidente do São Paulo , quer ser um grande presidente do São Paulo. Diretor jurídico do clube no período em que o grupo atual esteve à frente do poder (entre 1984 e 1988 e desde 2002), ele aceitou convite da ala oposicionista depois de ter discutido no ano passado com Juvenal Juvêncio, a quem, após rompida a relação, passou a considerar publicamente uma pessoa difícil.

"Fui maltratado pelo presidente", disse Kalil há uma semana, lembrando episódio ocorrido em 5 de junho - antes da derrota para o Goiás, no Morumbi, em meio à má campanha do time no Campeonato Brasileiro. Na ocasião, ele negou o fato em contato com a reportagem. Nove meses depois, o desentendimento com o atual mandatário já não é mais segredo. "Ele se exacerbou dentro do vestiário, gritou comigo. Eu respondi no mesmo tom, e aí acabou".

O elevado tom de voz do advogado de 72 anos, é possível conhecer também questionando qual será sua rotina caso seja eleito, uma vez que mantém escritório próprio (a exemplo do concorrente Carlos Miguel Aidar) e vai disputar ainda a reeleição na Santa Casa de Misericórdia, provavelmente no mesmo dia do pleito no Morumbi, na segunda quinzena de abril.

"Eu tenho disponibilidade! Eu vou atender tudo, eu atendo tudo", bradou, irritado, em uma sala anexa àquela de onde comanda os rumos do maior complexo hospitalar filantrópico do Brasil, responsável por 3,5 milhões de atendimentos por ano. "No meu trabalho, até hoje, tudo funcionou. Sempre fui eficiente, sou o melhor provedor que já teve a Santa Casa, sou um grande advogado e posso ser um grande presidente do São Paulo".

Quem tentará ajudá-lo a cumprir essa promessa é Marco Aurélio Cunha, que já foi médico e superintendente do clube no passado e chegou a se lançar pré-candidato à presidência, em 2013. Agora ao lado de Kalil, ele terá a missão de comandar o futebol como vice-presidente e pôr em prática as propostas de mudança da chapa, cujos principais valores apregoados são transparência, profissionalismo e competência.

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