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Peruano mostrou está recuperado de entorse no joelho direito, mas dificilmente será titular do Corinthians no clássico contra o São Paulo, no domingo, no Pacaembu

Guerrero se machucou na partida contra o Comercial, no Pacaembu
Wagner Carmo/Inovafoto/Gazeta Press
Guerrero se machucou na partida contra o Comercial, no Pacaembu

Debaixo de chuva forte, na tarde desta sexta-feira, o centroavante Paolo Guerrero era um dos jogadores que ainda corriam no gramado do CT Joaquim Grava quando Mano Menezes autorizou a entrada da imprensa. O peruano mostrou mais uma vez que já está recuperado de uma entorse no joelho direito. Mas dificilmente será titular do Corinthians no clássico contra o São Paulo, no domingo, no Pacaembu.

Mano deixou claro que respeitará a fase do atacante Luciano, substituto de Guerrero e autor de quatro gols nos últimos dois jogos do Corinthians. Dessa forma, o peruano só ganhará espaço no time titular se o treinador decidir improvisar na vaga do meia Jadson (impedido de enfrentar o seu ex-clube) ou se perder o atacante Romarinho, que sente dores na coxa esquerda.

"A ideia é de manutenção. Isso é o mais correto, pensando no crescimento que a equipe teve. Preciso ser coerente com o que está acontecendo no momento. Do contrário, a gente vai viver só de histórico, sem ter renovação", disse Mano, entusiasmado com o jovem Luciano e já nem tanto com o experiente Guerrero, o goleador corintiano no Mundial de Clubes de 2012. "Sei que os jogadores têm a sua trajetória, e isso é respeitado, mas levo em consideração o que está acontecendo agora".

Como o técnico do Corinthians também confirmou que Romarinho "reagiu bem" ao desconforto muscular, restaria a dúvida sobre o substituto de Jadson. Os mais cotados a suprir a ausência - bastante lamentada - são Danilo e Renato Augusto, que ainda merece cuidados especiais por conta de sua fragilidade física. "O Renato não tem condições de jogar 90 minutos hoje. No domingo, talvez", brincou Mano.

Em tom mais sério, o treinador especulou sobre as suas alternativas para a vaga deixada por Jadson. "A postura do time depende de quem eu escolher para o lugar dele. Se for um jogador de velocidade para trabalhar o flanco, teremos menos assistências e seremos mais contundentes. Se for alguém de armação, não perderemos tanto na parte dos passes. Só depende disso", comentou, novamente lembrando que não quer mudar as características do Corinthians.

As dicas de Mano Menezes sobre a escalação de sua equipe para o clássico não foram muito além da "coerência", bastante salientada por ele, que abria um sorriso ao perceber a curiosidade aguçada por suas repostas. "Não falo a escalação. A regra é essa, e vocês já sabem. Vale para todos os jogos", concluiu o misterioso comandante do Corinthians.

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