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Eugenio Figueredo é acusado de fraude, lavagem de dinheiro e apropriação indevida

O promotor uruguaio Juan Goméz solicitou nesta sexta-feira à Justiça de seu país que julgue o presidente da Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol), Eugenio Figueredo, por fraude, lavagem de dinheiro e apropriação indevida. O mandatário do futebol da América do Sul foi denunciado por sete clubes do Campeonato Uruguaio.

O tribunal especializado em crime organizado ainda está decidindo se vai aceitar a proposta do fiscal e começar as investigações contra Figueredo. O resultado da escolha deverá sair em breve.

O uruguaio Figueredo foi denunciado no dia 24 de fevereiro pelo Peñarol, Miramar Misiones, Cerro Largo, El Tanque Sisley, Rentistas ,Cerro e Racing de Montevideú, além da Mutual Uruguaya de Futebolistas (Sindicato de Atletas).

Os clubes uruguaios afirmam que dentro da Conmebol existe uma "organização criminosa". Segundo a denúncia, o destino do montante que deveria ser para as equipes, jogadores e para a própria organização, está sendo desviado por alguns membros da confederação.

Na denúncia, as equipes mostram suspeitas sobre atividades criminosas vinculadas a Figueredo, e pediram para analizar os balanços financeiros da Conmebol. Também foi solicitado o rastreamento do dinheiro da organização para determinar os culpados.

O promotor entendeu que existem argumentos para iniciar uma investigação no Uruguai, apesar do delito ter sido cometido fora do país. O argumento de Gómez é que os roubos tiveram consequências em território uruguaio.

Em declarações à Radio Carve , o assessor da denúncia apresentada pelos times uruguaios, o advogado Víctor Della Valle, espera que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, seja chamado para depor sobre o assunto.

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